Eu não tinha idéia de qual era a sensação de encontrar um tesouro escondido. Tive uma amostra nesta semana, fussando onde não devia. Em um prédio abandonado lá no famigerado instituto de pesquisas encontrei um diário. Letras miudinhas, parece coisa de impressora, ou de japonês. Tudo anotado. E um envelope. Cheio de dinheiro. De dólares! Pode uma coisa dessas?
Há várias opções... A maioria dos músicos simplesmente ignora os apelos incontidos de "Toca Raul". Os caras da Móveis Coloniais de Acajú decidiram fazer uma música chamada "Raul". Assim, quando pedem "Toca Raul!!!" eles... oras, eles tocam!
Mas os caras da Pedra Letícia decidiram não se render e também não sair pela tangente. Fizeram uma música declarando explicitamente: "Eu não toco Raul".
Eu Não Toco Raul Pedra Letícia Composição: Fabiano Cambota
Em todo bar que a gente vai tocar Tem sempre lá no canto um cara com a barba por fazer E a camiseta com a cara do Chê, Um buraquinho nela onde havia a estrelinha do PT A namorada dele você vê, Batinha indiana, coturno, bermuda saint-tropez Pede um papelzinho pra escrever Tira uma caneta de dentro da bolsa de crochê Rabisca um guardanapo com a bic azul Escreve um bilhetinho assim: "Toca Raul!"
(Refrão) Eu não toco Raul cês me desculpem.. Eu acredito quando você diz que ele é legal Eu não toco Raul cês não me culpem A banda preza pelo estilo Sidney Magal
E aquele alquimista nada a ver Viagens num diário de um mago, mais falso que um Menudo Essa idolatria por Raul, parece aquela velha opinião formada sobre tudo Não adianta implorar pro seu guru. Não adianta esbravejar: "Toca Raul!"
(Refrão) Eu não toco Raul cês me desculpem.. Eu acredito quando você diz que ele é legal Eu não toco Raul cês não me culpem A banda preza pelo estilo Sidney Magal
Mas quando eu virar um astro, Com a minha guitarra e uma prancha do lado, Eu quero ouvir você gritar num bar: Toca Pedra Letícia!!
(Refrão) Eu não toco Raul cês me desculpem.. Eu acredito quando você diz que ele é legal Eu não toco Raul cês não me culpem A banda preza pelo estilo Sidney Magal.
Eu não toco Raul cês me desculpem, é que Eu não toco Raul cês não me culpem
Lawrence Krauss é um físico. Mas apesar disso é uma pessoa legal. Muitas pessoas de áreas menos chatas do conhecimento poderiam ter a naturalidade e eloqüência que ele tem ao falar de seus assuntos. Divirtam-se:
Eu estava há pouco desfrutando de minha consternação com a amplitude da estupidez humana, observando a avidez dos defensores de coisas como a existência divina, o criacinismo, os poderes da mente e etc. Foi então que encontrei um link que é uma verdadeira piada pronta:
- Design Inteligente, Site de Portugal
Isso, por si só, deveria levantar sérias ressalvas nos criacionistas... =)
1.Folhear o manual do avião, para relembrar valores e procedimentos fundamentais. 2.Colocar o avião para fora do hangar. 3.Verificar o combustível (quantidade e eventual presença de água). 4.Arrombar uma porta para retirar o instrutor que ficou preso na sala de descanço.
É uma lei da natureza: vá a uma instalação militar com o cabelo bem cortado, calça verde-escuro e botas que lembrem coturnos e verá triplicar o número de soldados que batem continência para você por onde quer que passe.
Talvez o fato de eu bater continência de volta tenha aguçado as suspeitas dos militares seguintes, mas isso é só uma hipótese exagerada...
"Adriano: Tem um cachorro, Sky, em tratamento no quintal. Ele não é bravo e não consegue andar direito. Pode ficar tranquilo que ele não morde (bom, nunca mordeu)."
Sou uma pessoa meio atrapalhada, eu sei. Um incorrigível apaixonado por aviação que tem investido muito tempo estudando clarinete.
Mas no fim das contas não é minha culpa. O mundo colabora, conspira a favor de toda essa mistura.
Neste último sábado fui ao aeroclube acertar umas documentações. E lá estava um piloto que, entre um vôo e outro que fazia para dar um pouco de lazer aos seus familiares, se distraia tocando piano em frente à lanchonete do aeroclube! Conversando com ele descobri que se formou em piano clássico e tem uma agência de produção musical voltada ao ramo de publicidade. Era, claro, uma pessoa muito comunicativa e simpática, que logo viu que eu estava apreciando a música com mais atenção que os demais.
- Olá! Você também toca piano?
- Oi! Piano não...
- Alguma outra coisa?
- Estou estudando clarinete...
- Puxa, que legal! Bem que a gente podia tocar algum dia então!
- Claro! Pode ser agora?
Eu estava com meu clarine lá, por acaso. E com algumas partituras também.
O repertório ainda está muito reduzido, é verdade.
Mesmo assim, deu pra curtir a tarde tocando clarinete, piano acompanhando, e vendo decolagens e pousos de vários aviões... E com direito, inclusive, a uma decolagem em ala de dois T-6! Foi perfeito...
Deveria ter sido menos. Dez minutos bastavam. Mas a movimentação aérea na região de São Paulo nos obrigou a circular vezes sem conta sobre Itaquera, aguardando permissão para a perna do vento (trajetória paralela à pista em que se vai pousar). Enquanto isso o teto em São Paulo ia baixando. Três mil e quinhentos pés. Três mil e quatrocentos pés. Três mil e trezentos pés. Três mil e duzentos pés... E a gente se espremendo entre as nuvenzinhas. Quando finalmente lembraram de nossa existência perceberam que estávamos longe demais...
- ...poderiam se aproximar de uma milha e meia a duas milhas da pista, assim facilita entrar na fila...
- Afirmativo!
Aguardávamos um 777 da TAM pousar... Fomos autorizados à perna do vento da 09 direita (o aeroporto de Guarulhos possui duas pistas paralelas, orientadas no sentido leste-oeste). Vimos o "triple-seven" sair das nuvens e então prosseguimos prolongando a perna do vento até que o gigante passasse ao nosso lado. Ingressamos então na final. Vento de través. Era o que faltava para fechar o cenário de complicadores possíveis. Mas o pouso foi perfeito e, embora com algum aperto devido a uma pequena flutuada na hora do arredondamento, conseguimos ainda livrar na intersecção da aviação geral de modo a não atrasas as operações no aeroporto apenas para taxiar na pista.
Tem muitas coisas na vida que a gente pensa "comigo não, não vai acontecer". Talvez seja isso, a gente não espera. Eu não esperava, riria se alguém dissesse.
Mas aconteceu, e não podia ser uma história mais manjada, previsível. Influência de amigos, resolvi só experimentar, ver como era. Daí vez ou outra eu experimentava. Só um pouco, quando não tinha ninguém por perto, por mais sem jeito que eu fosse pra coisa.
Você não percebe, mas as coisas vão se alterando. E chega um ponto em que tudo começa a sofrer impacto considerável. O trabalho, a vida pessoal, tudo.
No começo eu mal tinha coragem de tocar no assunto, ainda sinto como se não fosse eu, mas acontece, de repente acontece. Melhor é falar de uma vez! Hoje nem me procupo se tem alguém olhando. Pode ser até numa pracinha, de manhã, como aconteceu outro dia. Não resisto, preciso disso.
E, pensando bem, se eu me sinto bem, qual o problema? Acaba consumindo um dinheiro que eu não tinha planejado pra isso, mas é meu salário, eu gasto com o que quiser, não é mesmo? E o fato é que me sinto bem, estou me sentindo bem agora. Tem gente que critica, que fala um monte de besteira, que não gosta nem de ver, bando de caretas, é esse o termo. Mas eu tenho outros amigos também, gente que acha legal, que até apóia, se empolga junto, que não liga pra uma coisinha ou outra que se complica no caminho. E aí eu me sinto bem. Bem mesmo. A única questão é a ansiedade... Porque antes eu ficava uma semana, mais até, sem. Mas isso vai mudando...
A última vez foi bem hoje de manhã, e logo sei que estarei na ansiedade por mais um pouco. Preciso disso, porque se não me sinto meio mal, meio estranho. Fico ouvindo coisas, ouvindo coisas e isso vai me perturbando, então preciso de mais um pouco. Mas o que mais eu preciso fazer? Todas as outras coisas vão indo bem, então eu faço o que bem quiser! E eu quero... como eu quero tocar mais um pouco!
Não sei o que você escolheria... Mas a britânica Roz Savage optou pela segunda opção, depois de tentar a primeira. Pois é!
Acabei de ver uma notícia no Estadão dizendo que ela conseguiu a façanha de cruzar o Pacífico remando. Sim, o Pacífico, claro. O Atlântico, afinal, é muito estreitinho, e tanta gente já passou por ele que nem dá mais graça.