Friday, June 10, 2016
Thursday, June 09, 2016
Wednesday, June 08, 2016
Tuesday, June 07, 2016
Monday, June 06, 2016
Sunday, June 05, 2016
Treinando no parque
Quando me aproximei para fazer esta série de fotos havia um grupo de pessoas no gramado, também assistindo aos golpes e pontapés e defesas, que claramente participava da mesma escola. Perguntei se haveria problema em fotografar.
- Por mim, chapa, tá assinado já! Mete bronca aí!
- Tá, mas será que eles não se importam?
Aí perguntamos à treinadora e ao aluno dela, no meio do treinamento, se eu poderia fazer algumas fotos. Fizeram um aceno afirmativo rápido com a cabeça e prosseguiram. Um dos outros alunos comentou, reforçando sua autorização anterior:
-Não falei que não tinha problema?
- É, falou… Mas olha, se vocês fossem um grupo reunido lendo poesia… acho que eu até chegava tirando foto direto. Mas neste caso aqui, melhor conferir bem, né?
Riram. E concordaram.
Saturday, June 04, 2016
Friday, June 03, 2016
Thursday, June 02, 2016
Wednesday, June 01, 2016
Tuesday, May 31, 2016
Monday, May 30, 2016
Sunday, May 29, 2016
Saturday, May 28, 2016
Friday, May 27, 2016
Sunday, May 22, 2016
Tunicado
Li agora no muito bem escrito “Ruídos de Uma Câmara Escura”, de Guy Claxton:
Se você fosse um tunicado ou uma ascídia, por exemplo, teria optado por uma solução intermediária. O jovem tunicado é uma larva, semelhante a um girino, com um cérebro primitivo que pode ser informado a respeito dos acontecimentos por meio de um órgão de equilíbrio (tal como aquele que nós, humanos, temos no ouvido médio), e um olho simples. Ele é equipado para navegar por condições aquáticas variáveis enquanto se dedica ao processo de busca de uma moradia definitiva. Quando encontra o lar ideal, o tunicado se assenta de bom grado ali pelo resto da vida, transformando-se em uma planta mediante o simples recurso de comer seu cérebro, agora redundante. (Alguns sugeriram que esse comportamento é semelhante ao de professores universitários que finalmente conseguem um cargo como titular.)
(pág. 42)
… e continua:
Também podemos observar, para antecipar discussões posteriores, que a questão sobre o que fazer com um cérebro que evoluiu a um nível de poder desproporcional às condições atuais de sobrevivência – quando uma espécie descobre que, durante certo período, já ‘chegou lá’ – leva-nos à situação contemporânea do Homo sapiens. Comer um belo pedaço do cérebro parece ser uma solução para o problema que talvez devêssemos analisar.
Monday, May 02, 2016
Brututi - Causos Maranhenses
Uma fazenda de soja e milho no meio do Maranhão. Estávamos lá com o avião, a trabalho. Dormindo nos alojamentos disponíveis e convivendo com os trabalhadores de lá. Por nossa necessidade providenciamos internet fazendo todo esforço possível. Utilizamos tratores para colocar as antenas nos postes. Finalmente o sinal de internet chegaria ali.
E de repente todos os funcionários saiam do refeitório, após a janta, com os smartphoones à mão. Aí um deles, tratorista, se aproximou do comandante do avião, justamente num dia de chuva em que a internet estava fora do ar:
- Rapáiz! Aquele vídi lá qui tu mi mostrô! Tu tem ele aí, tem?
-Tenho sim, tchê! Está aqui no meu celular...
-E tu passa ele pra mim, passa?
- Agora não dá, porque a internet está fora do ar!
- Oxe, afmaria! Sem internet tu num passa não?
O comandante, compadecido da transparente ignorância alheia, se pôs a explicar:
- Sem a internet não dá, porque eu não passo direto pro seu celular, entendeu? - e o tratorista olhando, admirado, e o comandante prosseguiu - O vídeo tem que sair do meu celular e ir para a internet, algum computador longe daqui, e depois da internet é que vai para o seu celular, entendeu agora?
- Ah rapá, mas é, é? Intendi foi sim...
E num breve período de silêncio o tratorista ficou ali. O comandante se admirando de todo o conhecimento que havia conseguido traduzir para aquele homem alheio aos conhecimentos das modernidades. Até que, um tanto quanto receoso, como quem insiste mais do que devia, o tratorista disse:
- Mas moço... e brututi, tu num tem, não?
- Brututi? Que isso? - assombrou-se o comandante.
- Brututi, daí tu mi passa sem as internet! Tu liga u teu daí que ligo meu daqui. Daí vai diretu dum pro otro!
E foi neste dia que o comandante aprendeu a usar o Bluetooth de seu celular.
Tuesday, January 05, 2016
Na Terra do Cacau
Mais uma virada de ano a trabalho. A rotina é pesada. Quando me falaram que estavam acordando às 4 da manhã todos os dias para tomar um copo rápido de café, um banho, e poder observar já as primeiras nuvens do dia, achei que era brincadeira. Mas aqui o clima é diferente. Nesse conflito entre contenete e mar aberto, já pertos demais da energia equatorial, mas longe o suficiente para ainda recebermos diretamente as mais fortes frentes frias do sul, tudo pode acontecer. O jogo de forças da natureza pode mudar rapidamente. Um dia é de céu profundamente azul. No outro dia já há nuvens de chuva pela manhã.
Enquanto há sol, há trabalho. Observar o céu, pacientemente, a espera das nuvens certas. Uma pescaria de baixo pra cima.
Já tive a oportunidade de voar. Observar a beleza do litoral e da serra aqui da região. E já tive a oportunidade, também, de entender a fonte das riquezas dessa parte do Brasil. Os sabores do chocolate da região…
Sunday, December 06, 2015
Sofrimento
(Em especial a parte da entrevista que se inicia após os 8min30s)
https://youtu.be/thJxZl0C24Q