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Wednesday, May 11, 2011

2005 YU55



No dia 8 de novembro um pedregulho de tamanho considerável vai passar bem "perto" da Terra. Perto em termos astronômicos... ainda vai ser longe pra diacho, mas ainda assim perto o suficiente para passar por "dentro" da órbita da Lua. A Lua está a mais ou menos 380 mil km da Terra, e o tal rochedo vai passar a aprox. 323 mil km daqui. Pelas imagens acima, a velocidade do asteróide é de 49.500 km/h. Mais informações, aqui.

Wednesday, February 09, 2011

Um tiro no Egito


A vítima tirou a blusa para mostrar que não estava com bombas, sei lá o que. Começou a recuar. Bastou um tiro.

Thursday, January 20, 2011

Olha lá! É o cientista da Ana Hickmann!

Comecei 2010 assim: enviei a foto abaixo por e-mail para os meus amigos dizendo "olha, esta é minha nova colega de trabalho!".

Começaram as hipóteses. Segundo alguns, eu estaria de gozação, nada mais. Outros imaginaram que eu estava fazendo algum trabalho de engenharia lá na Record. Teve quem imaginou, também, que a Ana Hickmann havia comprado uma lancha e que eu era o responsável pelo projeto da mesma.


Foram bons chutes, mas a resposta certa é essa aqui:



Vale também lembrar do flagrante no início da carreira... Nenhuma gravação havia ido ao ar ainda e fui, com a Milena, ao centro da cidade para uma gravação externa. Estava passando por lá o Bruno, amigo da Poli, que fez estas fotos:





Notem aqui o sempre presente Rogério (nosso "papai" durante todo o projeto) ajudando a Milena a preparar a demonstração:



Wednesday, October 06, 2010

A melhor teoria para o começo do Universo

Finalmente alguém descobriu o que aconteceu ANTES do Big Bang:

Friday, September 17, 2010

Minuto musical

Tem gente que inventa cada uma...

Thursday, September 16, 2010

Tesouros perdidos


Eu não tinha idéia de qual era a sensação de encontrar um tesouro escondido. Tive uma amostra nesta semana, fussando onde não devia. Em um prédio abandonado lá no famigerado instituto de pesquisas encontrei um diário. Letras miudinhas, parece coisa de impressora, ou de japonês. Tudo anotado. E um envelope. Cheio de dinheiro. De dólares! Pode uma coisa dessas?

Tuesday, September 07, 2010

Eu queria ter ido...

Lawrence Krauss é um físico. Mas apesar disso é uma pessoa legal. Muitas pessoas de áreas menos chatas do conhecimento poderiam ter a naturalidade e eloqüência que ele tem ao falar de seus assuntos. Divirtam-se:

Sunday, January 31, 2010

...?

- Nossa, que chuva! Tudo isso é granizo?

- Ou isso, ou encolhemos e somos pequenas partículas num imenso e feliz copo de whisky.

Friday, April 10, 2009

O apego


Toda semana Elisa recebe, em seu consultório, Carla, jovenzinha miúda, criança. Carla é dispersa, por vezes briguenta, arredia. Mas com crianças o divã simplesmente não funciona. É preciso brincar com elas, para que sintam-se à vontade, percebam algum laço de amizade e desatem a falar as pistas nevoadas de seu mundo interior. E elas brincavam, e brincavam, e lá se ia a hora da consulta. Ao ir embora, todas as vezes, Carla pedia algo emprestado. Um porta-canetas. Um bloquinho. Um enfeitezinho que estava na parede. Elisa emprestava. Semanas iam passando, e os objetos se revezando. Sempre voltavam: "é só emprestado, pode?".

A curiosidade foi crescendo em Elisa, dividindo-se em problemáticas acadêmicas e mistérios transcendentes. Não consultou as páginas dos saberes convencionais dos criativos pensadores introspectivos. O que explicaria aquele rascunho de cleptomania? Que simbologia estaria por trás daquela impulsiva apoderação do alheio, que sempre se arrependia? Perguntou direto à Carla:

- Menina, por que você sempre pede pra levar alguma coisa emprestada?

- É pra eu ter que voltar!

Wednesday, December 10, 2008

... o jeito...

Thursday, September 04, 2008

Esse Orkut me dá medo...



Nel futuro immediato deciderai di correre un rischio per fare qualcosa

Não sei como eles fazem isso...

Thursday, March 13, 2008

Rock pesado...



Sugestões noturnas de uma pessoa pra quem eu deixo de reservar o tempo que lhe é devido, mas que ainda assim separa um tempinho pra mim... (tô em dívida!)

Friday, November 09, 2007

Exorcismo

Bati o carro. É a única explicação para isso. Há cacos de vidro entre meus dedos, um barulho de serra na minha orelha e alguns ferros estranhos impedindo meu tronco de se movimentar. Demora um tempo até entender que o sangue espesso que gruda em meus pés vem de meu próprio corpo. No meio de gritaria e muito barulho, sou retirado das ferragens. Um tanto quanto fraco, é verdade, mas ainda encontro energias para revidar todos os auxílios de bombeiros e policiais e fazer meu caminho a pé pela rua escura. Eles não protestam muito. Está frio. Sinto o frio endurecendo o sangue que escorre pelas minhas pernas.

É uma sensação estranha, às vezes deixo o peso apoiado contra um poste indiferente, às vezes continuo andando sem entender o que é o caminho. Parei em frente a um puteiro. Entrei e procurei por uma loira que prestasse. É claro que ela olhou-me com uma repulsa medonha, dado meu estado e a palidez semi-morta de meu rosto. Por isso paguei o triplo do normal, e apenas para que ela deitar-se ao meu lado num abraço forte e dizer, beijando meu ouvido, que seria minha pela vida inteira. Coloquei o último centavo do aporte combinado em seu decote e disse a ela que a vida tinha acabando ali, e que estava extremamente agradecido pelos serviços prestados. E estava contente por o dinheiro permitir que nenhum interesse egoísta precisasse se camuflar ali em alguma falsa nobreza admirável. Senti uma dor enorme quando ela tirou sua coxa de cima de meu corpo, talvez meu fêmur direito estivesse levemente rachado. Estava quinhentos e oitenta reais mais pobre e dois litros mais pálido.

Depois de muitas cenas turvas e sensações estranhas, tive a impressão de estar diante de minha própria casa e deixei-me levar até a porta. Entrei. Havia uma garrava de wisky num dos armários da estante. Joguei longe a tampa e bebi com a garrafa virada na vertical sobre minha boca, deixando o álcool entrar por minha garganta e escorrer por sobre meu corpo. Não sei o que era mais prazeroso, se a sensação entorpecente que rapidamente tomava conta de meus músculos e de minha razão, ou se a dor produzida pelo álcool lavando a ferrugem de meus ferimentos sob o tecido estraçalhado de minhas roupas.

Joguei a garrafa sobre fotos que haviam numa prateleira. Ouvi o estilhaçar dos vidros da garrafa e das molduras. Talvez eu tenha tido a impressão de que as fotos amassadas, caídas no chão, também tinham prazer em compartilhar aquele resto de álcool. Olhavam em meus olhos agradecidas. Arrastei meus restos até o quarto. Abri a porta, cospi sangue sobre o carpete do corredor. O diabo estava deitado em minha cama, olhando para o teto. Seu corpo era grande e sólido, avermelhado tal qual o meu estava naquele momento ao redor dos ferimentos. Havia músculos por toda a parte resguardando uma força extrema. Diversas veias saltavam ou se recolhiam sob sua pele grossa num ritmo muito mais rápido que o de uma respiração normal, mas seu peito não se movia ao sabor de respiração alguma.

Ignorei a origem da carne carbonizada que aquecia o chão do recinto por todas as partes, apenas deixei que o cheiro envenasse meu olfato pouco a pouco, sem resistir... Subi na cama, em pé em uma das beiradas. Olhei aquele demônio nos olhos. Coloquei um pé de cada lado de sua cintura. Ajoelhei, um joelho de cada lado de seu tórax imenso. Beijei sua testa. Deixei escorregar a ponta dos dedos de suas orelhas aos seus lábios, tocando nos dentes, na gengiva. E então enfiei cada um de meus dedos indicadores em um de seus globos oculares, sentindo ora meus dedos queimarem ardentemente, ora congelarem a ponto de tornarem-se quebradiços. Ele não resistiu. Eu tocava o fundo de seu crânio com os dedos, por dentro. Era duro, frio e áspero. A Lua caiu sobre um estado vizinho e destroços voaram sobre minha casa, destruindo a janela, a cortina, a parede e o teto. Quanto mais eu empurrava seus miolos para fora de seu crânio, tentando retirar a força toda a existência errada dali, mais estrelas caiam do céu.

Olhei para seu rosto, para o sorriso plastificado que parecia homenagear com prazer todo esse festival de dor, e retirei meus dedos. De repente, essa sensação que ali eu experimentava era completamente nova, não tão simples de descrever quanto as do álcool ou da dor, que todos afinal já conhecem e dispensam maiores apresentações. Ao mesmo tempo que não era exagerada, era presente em cada poro agonizante de meu corpo. Saí de cima daquele demônio. Procurei pelos escombros da casa, em meio a toda a poeira que caia de um céu escuro, sem lua, pelos restos de meu guarda-roupa. Tomei em minhas mãos o maior cobertor que encontrei e talvez nesse momento um de meus dedos tenha caído, ou pelos ferimentos do acidente ou pelas condições extremas daquela besta que apalpara. Caminhei com o cobertor de volta à cama.

Ele ainda estava ali, mas não sorria mais como antes. Eu o cobri dos pés até o pescoço. Sentei-me ao chão, segurando uma de suas mãos entre as minhas, e comecei a cantar, baixinho. Músicas lentas, em notas alongadas. Leves. Havia um voto de bons sonhos em cada nota, e vez ou outra algo dentre os escombros ressoava junto à melodia. Seu rosto havia se tornado inexpressivo, porém sua respiração era forte agora. Um dos olhos que eu arrancara me olhava com ódio por debaixo de uma gaveta e algumas telhas, não muito longe dali. O outro eu nunca encontrei. Levantei-me, ajeitei a coberta e deitei ao seu lado. Abracei-o e acariciei seu rosto. Falei baixinho que eram erradas aquelas coisas todas, mas que eu estava contente por ele estar ali e permitir que eu mandasse ao inferno todas as minhas curiosidades indevidas sobre sua existência. Pedi desculpas pela bagunça da casa e ajeitei o travesseiro. Cantarolei alguma outra coisa até adormecermos.

Acordei com a luz do sol forte em minha cara, impossibilitando a distinção de qualquer vulto que eu flagrasse com esforço. Alguém pulou em cima de mim. Era minha mulher, sentada sobre minha barriga e batendo em meu rosto com um travesseiro. Dizia que eu era um vagabundo preguiçoso, e ria... Escorregou um beijo dos meus lábios até meus ouvidos e pediu que eu acordasse pra dividir o dia com ela. Saí da cama sentindo meu corpo abusrdamente dolorido, e fui chamado de velhaco falido logo nas primeiras tentativas frustradas de alongamento. Ela disse que já estava tudo pronto e conduziu-me até a sala, como se eu estivesse incapacitado de acreditar no caminho. Sobre o sofá, duas pequenas mochilas coloridas. À mesa, meus dois pequenos filhos terminando um café e disputando o mais novo brinde do cereal. Correram para me abraçar quase me levando ao chão. Sobre a estante, fotos de nossa família desde o casamento até esses dias. Fotos de viagens em lugares bonitos, e com caretas flagradas quase a contragosto. Pegaram a mochila, abriram a porta e esperaram minha companhia. Íamos caminhando pela calçada até a escola, a rua limpa, tranquila, arborizada e ensolarada. Um de cada lado de mim, conversavam entre si.

- Você viu que o Douglas disse que são feitos exorcismos de verdade naquela igrejinha, à noite?

- É tudo mentira dele!

- Ah, você tá com medo só, tá com medo de ir lá e ver um demônio saindo no meio do exorcismo.

- Não tô com medo não! Mentira sua!

- Pai, existem demônios?

Apertei suas pequenas mãos inocentes dentro das minhas.

- Talvez tenham existido, filho. Mas não mais. Não mais...

Thursday, November 08, 2007

Planos futuros

É claro que não vou dormir, não agora... É que eu não facilito as coisas pra mim também, devo admitir. Às vezes vem uma dúvida profunda, eu não sei se devo me orgulhar de ser o que sou ou me revoltar contra isso... Quantas cores cabem num mosaico? Quão longe é preciso se afastar para que ele faça sentido?

E no entanto eu gosto de olhar a vida de perto. Gosto de olhar a minha de longe e entender o que faz e o que não faz sentido, sem tomar muito partido nas minhas próprias questões.

Sei que vou colocar todos os meus princípios em xeque de novo, estou à beira disso. Estou à beira de tentar não ser eu mesmo por um tempo pra ver se melhora.

E no entanto tenho um certo orgulho de mim. É tanta mistura. É tudo ao mesmo tempo.

E há um lado feliz. Quem entende? Às vezes eu só queria ser menos razoável e pronto.

É tudo ao mesmo tempo, é meio estranho, é bem estranho...

E os meus segredos? Foi certo guardá-los?

E meus planos nunca realizados...? Foi uma fraqueza não executá-los ou foi sábio conter impulsos que cultivariam a extensão de uma artificialidade duvidosa?

É tudo tão estranho e tão ao mesmo tempo... é claro que não vou dormir agora...

Ao menos, se eu souber dar um jeito nos meus vícios de linguagem e tiver competência para enriquecer minhas frases pálidas, um dia esse conjunto todo pode dar um bom enredo...

Wednesday, October 24, 2007

Eu

Gosto de arrombar portas. De entrar onde não devia. Infelizmente acho que não escolho a hora certa pra fazer isso; é maior que eu, é um certo desespero querer saber o que se esconde por trás das fachadas. A boa notícas é a de que sempre encontro algo, não importa o que seja. Há profundidade no mundo. O mundo não é superficial. Já pensei que fosse. Já quis que fosse (por medo, e por preguiça também, pois isso facilitaria muito as coisas...), mas não é. O mundo ferve escondido por debaixo de cada calmaria que se vê. Ferve fora de controle. Mas é assim que é. Gosto de ver como as coisas funcionam. Sempre gostei. Gosto do gosto da verdade, do peso do expontâneo, do assombro do sincero e da verdade toda que há na saudade. Pena pelas portas arrombadas, é só uma certa falta de jeito mesmo.

Monday, October 22, 2007

A engenharia necessária


A conquista do espaço mexeu com minha imaginação de criança. O infinito. O infinito precisa ser abraçado, e sempre se poderá abraçar mais. Tanta coisa diferente, tanta possibilidade... Tão impressionante que uma forma de vida possa, de repente, pular pra fora de seu planeta e sair por aí... Um milagre da engenharia. Então, concluí, a engenharia é um milagre, a fonte de tudo, o foco primeiro das atenções, se as atenções forem bem dirigidas. A engenharia entende os átomos um por um e esculpe o aço às toneladas. Une a abstração dos números à vibração transônica de naves esbeltas.

A engenharia sonha sonhos que acontecem.

Mas cada vez mais, no dia-a-dia, o que escuto são histórias das coisas que não aconteceram. Que não aconteceram como deveriam. Que poderiam ter acontecido melhor. Que tinham tudo para ser, e não foram.

A engenharia faz milagres, mas é feita por pessoas.
O mundo precisa, de alguma forma, de uma engenharia de pessoas. Não falo de aviões e foguetes. Não estou mais preocupado com a conquista espacial ou qualquer coisa que inflame o imaginário infantil. As coisas do dia-a-dia mesmo. Educação, serviços, o relacionamento dos desconhecidos nas ruas e nos lugares. O mundo precisa de uma engenharia de pessoas. Como?

Outro dia, minha mãe na cozinha, minha tia no quintal... Uma lavava a louça, outra cuidava de roupas no tanque e do varal. Uma sugeriu que a louça deveria ser guardada de outro jeito, a outra protestou e considerou isso tudo uma invasão de sua individualidade. Seguiu-se uma discussão, com direito a gritos e a revisão profunda dos alicerces familiares. Um festival de desdém, de ofensas, de gritos...

Meia hora mais tarde, apenas o som das TV's, uma num quarto, outra na sala. Um carro bomba no Oriente médio é notícia, algumas pessoas morreram. Um protesto na sala: "Nossa, como o ser humano é capaz de fazer essas guerras, hein? Por que?"

Por alguns instantes, mergulhado nesse contexto, eu conseguia entender melhor os motivos das guerras do que os outros motivos. Senti meus pés pesados. Tem dessas coisas que se entende do começo ao fim, e que, no entanto, não fazem o menor sentido.


Como se faz essa engenharia de pessoas?

Sinto meus pés pesados.

Considerações indevidas no meio da insônia

Como ele pôde fazer aquilo?

Era só nisso que eu pensava, enquanto dizia coisas bobas e observava em meus braços aquelas mãos pequenas, aquele olhar curioso.



Sei que a pergunta não é correta, e que não é justo hoje que eu use isso contra ele da forma que for, mas como pôde? Assim como eu olhava agora esta pequena inocência que mal preenchia um de meus braços, segurava sua cabeça com cuidado para ela poder olhar os vários coloridos da casa, da mesma forma ele tivera cada um de nós três em seus braços um dia. Cantava para que dormíssemos, sei que fazia isso.

São os pensamentos errados, eu sei. Eu deveria ser mais responsável com as liberdades que dou à minha mente.

Como pôde?

Não é revolta, é espanto. E não é contra ele. Não é contra o mundo. É espanto com meus erros de julgamento. Eu não sei ainda qual é esse erro, exatamente. Acredito que amor verdadeiro é algo forte demais, que se for verdadeiro então arrancará forças sei lá de onde para combater os desafios que as incoerências da vida oferece. Será? Será mesmo? E, se for, existe alguém por acaso que ama assim?

E ela ali, em meus braços, tão pequena, tão alheia a tudo isso. Indefesa. Um dia vai crescer, vai se tornar uma pessoa forte, tenho certeza... Mas será que só por isso, por essa mudança, esse tipo especial de carinho que nos faz sentir some também?

Como pode?

Acredito que o amor é qualquer coisa que transpõe o instante presente e constrói em torno de si um algo qualquer que é inquebrável. Mais que isso: que não aceita a própria destruição, que se reconstrói sabe-se lá como cada vez que estilhaçado. Que é sincero, mas sincero de uma verdade além das aparências. Sincero pra dentro também.

Acredito em coisas demais. O que há de errado em ser simplesmente empirista e tomar o mundo apenas pelo que ele se mostra ser? São tantos os exemplos, tantas insistentes vezes em que as coisas se provam voláteis, desmancham à primeira brisa.

Um castelo de areia na praia pode ser toda a poesia do mundo, o milagre da existência e tudo o mais... Mas e quanto a poesia das ondas? As ondas existem também...

Talvez eu seja carente demais ao acreditar que é certa a Devoção louca que enforca o Egoísmo e o deixa imóvel em algum porão escuro. Talvez eu seja simplesmente um cego que não vê nem a verdade do mundo, nem a verdade em mim. Talvez eu seja apenas muito pouco prático para criar as coisas que sonho. Esmero excessivo. Talvez eu apenas tenha um estúpido medo traumático de todos os indícios da verdade de que o amor acaba, e é assim que é. Talvez eu esteja tentando me convencer a não ser mais apenas o melhor de mim porque o mundo é sempre o bom e o ruim também, nunca só uma coisa. Talvez eu só queira amar menos pra fora, porque esquecer de si é uma poesia comovente de ler mas impossível descrever.

Como pode?