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Thursday, January 23, 2025

A notícia mais importante desses dias....

 ... ainda que quase ninguém esteja falando disso: as trincas na geleira Thwaites.


Além disso... o Ártico, que por milênios foi um "depósito" de CO2, tem ultimamente se comportado como fonte.

O mundo é uma grande 5 série fora do controle. Coisas sérias acontecendo no mundo, mas um bando de idiotas fazendo um barulho absurdo e se degladiando por nada enquanto acabam com tudo.

Friday, September 25, 2015

Alterações oceânicas

Uma reportagem do Washington Post mostra evidências de que o aquecimento global está afetando uma região do Atlântico Norte de um modo um tanto quanto estranho. Por lá as temperaturas estão quebrando recordes na direção oposta: temperaturas frias! A causa ainda é debatida mas especula-se que o derretimento do gelo do norte seja um dos grandes vilões. Além das discussões acadêmicas sobre quais forças responsáveis por esta queda de temperatura em um volume tão grande de água está uma questão bem prática: a variação de temperatura e salinidade na região pode reduzir a força motriz que impulsiona a corrente circulatória da região. Esta corrente é responsável pelo aquecimento da região norte da Europa além da distribuição de nutrientes a uma vasta gama de seres marinhos.

TempOcGlobal

Tuesday, March 15, 2011

De novo o homem e a natureza...



Ah, o tsunami no Japão e o aquecimento global... Tem jente achando que é causa e efeito, culpando indústrias, o capitalismo, a morte das baleias e o buraco da camada de ozônio. Abaixo, meu comentário feito num outro blog onde se discutia a respeito:

Realmente vivemos tempos de preocupações ambientais sem precedentes. Já está em marcha a maior extinção de espécies desde que a vida surgiu na Terra (até o momento, se fizermos a contabilidade em número de espécies. Em termos de percentual das espécies existentes esta ainda não é a pior de todas; isso porque nossa época é mais rica em biodiversidade do que qualquer período anterior). A atmosfera é uma estrutura extremamente fina e responsável por um equilíbrio assombrosamente intrincado e delicado.

A hipótese de Gaia tem o mérito de mostrar como as relações da natureza são complexas e interligadas, mas peca gravemente ao dar margem para a idéia de “intenção”. O aumento de nuvens devido a um aumento de temperatura, que tende, devido ao branco das nuvens, a aumentar a reflexão da Terra e assim resfriar o ambiente, não tem nada de intencional. Nada. A natureza não está “tentando” manter o equilíbrio de nada. Está cegamente se comportando como se comporta qualquer copo de água em qualquer lugar; Se nosso planeta, porém, não apresentasse uma estrutura em que o funcionamento da natureza apresenta características de equilíbrio, certamente não estaríamos aqui para contar história, simples assim.

Agora… se por um lado devemos nos preocupar com as ações humanas, que hoje tem poder sem precedentes de afetar toda a biosfera, precisamos também manter a cabeça no lugar…

Terremotos acontecem o tempo todo. Ao menos um tsunami de proporções significativas é registrado TODO ANO (ver Fundamentos de Oceanografia, de Tom Garrison). Eventualmente um desses tsunamis ganha proporção maior e causa estragos significativos. E mais esporadicamente ainda essa proporção maior é realmente devastadora e, por azar, atinge áreas habitadas. Esse azar, é claro, é cada vez mais provável, uma vez que a ocupação humana no globo é cada vez mais abrangente. É cada vez mais difícil para um tsunami encontrar um pedaço de continente vazio para inundar em paz.

Quanto às suposições de que são as ações humanas que causam os tsunamis… Qual seria a relação entre o aquecimento global e o comportamento das placas tectônicas? Mudar a temperatura média da atmosfera em meio grau, ou um grau ou dois, afetaria de que maneira a temperatura interna do ínterior da Terra, cuja fonte é distinta? (a atmosfera e as camadas iniciais da crosta recebem calor do Sol, ao passo que a parte “derretida” do núcleo recebe calor interno da Terra, devido à pressão do peso da Terra sobre si mesma e devido ao calor do material radioativo presente no núcleo terrestre).

Sim, atribuiram vingança divina ao terremoto de Lisboa. Realmente… Um deus que elimina pecadores com uma enorme inuncação que mata sem distinção idosos, crianças, recém nascidos, grávidas, cachorros e as roseiras da janela, ao invés de usar sua onipotência para causar enfartos localizados no peito dos verdadeiros ruins, é ou extremamente sádico e perverso ou absurdamente pouco criativo. Características tão incoerentes com a realidade divina que já bastaria para se demonstrar, por absurdo, que o todo poderoso ou não existe ou foi achar outra coisa pra fazer depois de entregar muito relapsamente a lição de casa da disciplina “Criando Universos Com Vida I – Introdução às Manifestações de Poder”.

A tragédia no Japão aconteceu porque a Terra treme. Porque a placa do Pacífico avança, em média, algo em torno de 7 ou 8 centímetros por ano contra a placa tectônica da Ásia. Parece pouco, mas os continentes vão se comprimindo, se comprimindo, e de repente dão uma “escorregadinha” um sobre os outros. Na escala do planeta, é algo sutil e delicado. Suave até, pode-se dizer. Mas somos seres de menos de 2 metros de altura vivendo sobre camadas de 30.000 metros deslisando umas sobre as outras sobre um manto escaldante. Rodeados por oceanos com, em média, mais de 4.000 métros de profundidade. Uma pulga sobre um carro é um gigante mastodôntico se comparado ao que é um humano sobre a crosta terrestre.



Sim, precisamos sempre de um culpado. Precisamos sempre de um culpado porque nosso cérebro, quem diria, tem um ímpedo de desconfiar que há uma causa para tudo. Aparentemente, até agora, há. Só que também temos um ímpeto para achar que a causa é sempre humana, social, inteligível apenas por meio de personagens (vivos, mortos, corpóreos ou não, mas sempre cheios de intenções). Nosso cérebro, portanto, não é perfeito. Assim, exige um esforço a mais identificar o “culpado” como uma simples tensão mecânica de um movimento gigante e constante. Parece não ter tanta graça. Achar que o tsunami é culpa de ALGUÉM (a humanidade, os pecadores, os ateus ou os capitalistas ou os socialistas ou, por que não, o Chuck Norris) é sempre muito mais interessante do que apontar como culpada a energia cinética de aproximadament 2.066.000.000.000.000.000 m³ de crosta sob o oceano (volume aproximado da placa do Pacífico). Não tem graça, não dá uma manchete arrebatadora de vendas.

As atribuições de culpa, hoje e sempre, em sua assombrosa riqueza de variedade e matizes, vão sempre revelar muito mais sobre os atribuidores (nós) do que sobre a natureza…

Sunday, February 03, 2008

Mau pra uns...



Isso é puro otimismo é? Olha só o que o Sr. Putin disse sobre o aquecimento global:

"Graças ao aquecimento, gastaremos menos em casacos de pele e outros instrumentos para nos aquecer"

Mas que jóia hein! Daí você acessa essa reportagem aqui e vê que a Rússia não dá a mínima pra problemas ecológicos.

Tuesday, January 08, 2008

Acerto irônico

James Lovelock escreveu em seu livro "A Vingança de Gaia" uma enfática observação sobre os perigos da energia nuclear:

"A vegetação e os animais silvestres não percebem a radiação como perigosa, e qualquer ligeira redução que possa provocar em sua longevidade é bem menos perigosa que a presença de pessoas e seus animais de estimação."

Pois bem... Na revista Galileu deste mês saiu uma reportagem entitulada "A Terra sem os humanos", que discute o que aconteceria com toda a interferência que o homem criou sobre a Terra daqui a milhões de anos, caso sumíssemos hoje. A energia elétrica sumiria, construções sem manutenção começariam a ruir. Pastos voltariam a ser ocupados por florestas... Enfim. Especulações ludicamente interessantes. Eu creio que a reportagem se inspirou num grande livro lançado há pouco tempo, que trata exatamente deste tema... Mas não me lembro o título ou o autor, então vou deixar esta comparação para depois.

De qualquer forma, o interessante mesmo na reportagem não são estas especulações sobre o futuro, mas sim interessantes observações sobre o presente. Quando Lovelock ironizou o temor humano pela energia nuclear enfatizando que o que é realmente ruim para a natureza são os humanos e não a radiação, citou como exemplo os testes submarinos da bomba de hidrogênio. A despeito de toda a radiação liberada em uma região de quilômetros, hoje são áreas de rica diversidade natural, e esta diversidade é protegida pelo fato de que os elevados níveis de radiação presente afugenta os humanos. Pois bem... A reportagem da Galileu cita um outro exemplo.

Pripyat, uma cidade próxima a Chernobyl, Ucrânia, e que foi evacuada após o famoso acidente.

A área em volta de Chernobyl revela como a natureza retoma seu lugar de comando rapidamente. "Eu realmente esperava ver um deserto ali", diz Chesser. "Fiquei bem surpreso quando entrei na zona de exclusão e vi que se trata de um ecossistema próspero."
[...] Os porcos selvagens são de 10 a 15 vezes mais comuns na zona de exclusão de Chernobyl do que fora dela, e seus predadores estão fazendo um retorno espetacular. "Eu nunca vi um lobo na Ucrânia fora da zona de exclusão. Vi muitos dentro dela", diz Chesser.

Maravilha! A radiação é algo bom pro mundo, especialmente quando acidentes acontecem, pois então ela cria bolsões em que nos excluimos e onde, finalmente, a natureza reencontra um pouco de paz para seu livre desenrolar. Onde mais seriam convenientes alguns acidentes nucleares? É melhor eu ficar quieto antes que ambientalistas extremistas telefonem pro Osama pra montar alguma bizarra joint-venture.

Monday, June 04, 2007

É muito!!!


Está certo isso? A reportagem especial do Estadão sobre a poluição na China diz que em 2006 o consumo de carvão na China foi de 2,5 bilhões de toneladas. Isso está certo? Eu fiquei pensando... puta que o paril, isso é coisa pra caramba!

Dando um chute bem mal chutado... Considerando que a densidade de todo esse carvão é a mais alta que consegui encontrar, ou seja, de 1600 kg/m³, então estamos falando de um volume total de (2,5x10^12kg)/1600=1,56 bilhão de metros cúbicos, ou um caixotão de 1160 metros de aresta. Isso de CARVÃO SÓLIDO! Isso é o que a China queima em 1 ano...

Agora pense... Isso tudo vai ser queimado... O que é sólido vai virar gás. Faz tempo que eu não mexo com aquelas formulinhas de cursinho, mas que eu me lembre não é difícil ver que volume essa fumaça toda ocupa... Tem que lembrar que mol é um número bem grande, que Avogadro foi um cara legal e que o número 22,4 aparece na história. Ah! Fundamental: a regra de três é mágica.

Se 1 kg de carvão tem lá uns 60 moles de carbono, assumindo que tudo virou CO2 temos 60 moles de CO2... para cada quilo... Cada mol de gás ocupa 0,0224 m³ na atmosfera. Isso leva, para a China, a 1.5e14 moles de CO2 por ano, ou 3.36e12 m³ de gás carbônico puro... Esse volume é correspondente a um caixotão cúbico com 14978 metros de aresta. Todo ele cheio só com gás carbônico... Isso num ano. Então a cada dia abre-se à amosfera um caixotão de 2 quilômetros de aresta, cheinho de fumaça. Isso só na China... EUA e UE terão outros números comparáveis e o resto do mundo ainda mais uma fraçãozinha....

É muito!

Tudo bem que a China é grande, mas essa poluição é concentrada às grandes cidades, e não se dispersa por toda a altura da atmosfera... E o volume que nem parece tão grande assim é de fumaça pura... Ela diluída no ar, mesmo em concentrações altíssima, passará a ocupar um volume bem maior...

E mais uma coisa... Calculamos um cubo de fumaça de quase 15 km de altura. Mas a poluição em geral se dispersa em uma camada bem próxima ao solo... Em torno de 300 a 400 metros, eu diria. Usando 400 metros como altura para nosso cubo de fumaça, a produção diária de fumaça da China cobre uma área de 23 km² com fumaça pura. Ou 8400 km² em um ano. Com uma área total de 9 572 909 km², a diluição anual (se a fumaça se distribuísse de forma homogênea) seria de 0,08%. Tá... parece pouco? Em pouco mais de 1000 anos a China ganharia uma camada de fumaça pura de 400 metros de altura, sem um espacinho com oxigênio ou o que seja, nesse ritmo (é só uma ilustração, eu sei, efeitos de dissipação não estão considerados). E, além disso, o jeito certo de avaliar estes números é conhecendo o limite de concentração de poluentes para os humanos. Ao lembrarmos que a unidade para isso é a ppm (partes por milhão), dá pra ver que um pouquinho já é bastante e faz um mal danado.

Segundo uma reportagem da Revista Fapesp o limite de segurança para concentração de monóxido de carbono é de 50 ppm, e para o dióxido de carbono, que não é considerado tóxico porém é um indicador de qualidade do ar, limiares de 1000 ppm começam a indicar problemas.

Tomando este último número como referência, para sermos bonzinhos, o cálculo muda completamente de figura... Na taxa atual de emissão, levaria apenas 1,25 ano para a China se cobrir com uma curtina de fumaça dessas proporpções, e aqui "levaria" torna-se uma possibilidade muito grande... É claro que ela só não está mais poluída porque está exportando essa fumaça toda, e parte é absorvida pelo meio ambiente e tudo o mais... Mas creio que esse cálculo simples e curioso deixa bem claro o quão inadequado é o modelo energético chinês (e, para estes efeitos, americano, europeu, e desenvolvidos em geral)...

Links de interesse:
EnviroChina
Substitutes for wood, turning to coal and other approaches
Surging Chinese Carbon Dioxide Emissions
China's Coal Addiction: More Than Just a Pollution Problem
Air Pollution in China

Tuesday, February 06, 2007

Advogado do diabo

Pôr do sol no atol de Bikini
Defender a energia nuclear? Fazer testes atômicos parecerem uma coisa boa, principalmente para o meio-ambiente? Pois é... Essa é uma das coisas impressionantes que se vê no livro A Vingança de Gaia, escrito pelo simpático velhinho James Lovelock.

Na página 92 da mais recente edição brasileira, Lovelock escreve:

"A vegetação e os animais silvestres não percebem a radiação como perigosa, e qualquer ligeira redução que possa provocar em sua longevidade é bem menos perigosa que a presença de pessoas e seus animais de estimação."

Acho essa defesa contundente, irônica e sóbria. Não pude evitar esboçar um sorriso ao lê-la. Sim, é verdade, nós, nossos animais de estimação ou as dendríticas extensões de nossa civilização são as maiores ameaças ao mundo natural... E quando testes nucleares traumatizam uma determinada região impedindo que os humanos se aproxime, em pouco tempo esse lugar se tornará um refúgio seguro para a vida selvagem, por piores que sejam as conseqüências da radiação remanescente.

De qualquer modo, não é de se estranhar o porquê de a palavra "nuclear" despertar tanto desespero. Basta assistir o vídeo abaixo para viajar ao passado, ao período dos testes nucleares...



Ainda assim, com todos os horrores das bombas atômicas, fotos de locais de testes submarinos, como o atol de bikini, apresentam-se hoje como argumentos a favor de Lovelock. Basta ver a profusão de vida natural envolvendo os destroços de uma embarcação, abaixo.

Vida marinha no oceano de Bikini
É claro que James Lovelock não está defendendo as armas atômicas em seu livro; isso seria loucura. Ele é enfático, aliás, ao observar que

"Estamos certos em temer as armas nucleares. Talvez sua única virtude foi terem amedrontado tanto os líderes das superpotências que a Guerra Fria nunca esquentou." (pág. 98)

O que ele faz é analisar friamente o exemplo mais extremo conhecido do emprego da energia nuclear para concluir que a radioatividade não é algo tão diabolicamente perigoso como nos habituamos a pensar. O objetivo final da argumentação é convencer da viabilidade do emprego maciço de usinas nucleares para produzir o suprimento energético de nossa civilização. É a única tecnologia livre de emissões de gases estufas capaz de produzir energia na magnitude demandada atualmente.

Tubarões no atol de Bikini

Friday, February 02, 2007

Previsões...

Acabei de ler em uma reportagem do Estadão sobre Meio-Ambiente que as previsões sobre o aquecimento global no relatório de 2001 do IPCC foram conservadoras demais. E eu estou tendendo para uma postura alarmista também, ainda mais sendo que estou no meio da leitura do "Vingança de Gaia" de James Lovelock. Mas deixemos meu alarmismo de lado e, pelo menos por enquanto, também o de Lovelock... Vamos fazer algo mais engenheiresco e burocrático: ver gráficos.

O gráfico acima, que se não me engano está presente também no livro "Bilhões e Bilhões" de Carl Sagan, registra a concentarção de CO2 na tmosfera tal como medida em uma estação em Maula Loa (longe de tudo, no meio do Pacífico... de forma a estar longe das influências de grandes centros poluidores). Juntando esse gráfico com estimativas realizadas a partir de vários métodos sobre a concentração de CO2 na atmosfera no passado (até aproximadamente 1000 anos atrás), temos o gráfico abaixo.

A conta é rápida... Estamos com algo em torno de 360 ppm sendo que a média histórica era de aproximadamente 280 ppm. Um aumento de aproximadamente 30% em meros 200 anos de Revolução Industrial, e o ritmo dessa mudança está aumentando ao invés de diminuindo! Em termos de tempo geológico, uma mudança dessa magnitude em tão pouco tempo pode facilmente ser comparada a uma explosão. Colocamos a Terra em combustão, literalmente.

Sunday, January 28, 2007

A vingança de Gaia


Mais uma leitura em andamento. A Vingança de Gaia, por James Lovelock.

Não vou me perder reproduzindo informações aqui, quem quiser se atualizar sobre o básico, clique aqui para saber mais sobre Lovelock ou aqui para saber mais sobre Gaia, a Deusa ou Gaia, o planeta vivo.

Vou é falar rapidamente do meu interesse no assunto: sistemas dinâmicos, equilíbrio, feedback... É preciso entender um bom tanto de Controle, de Equações Diferenciais, para poder realmente entrar na discussão. Eu não entendo, nem de perto, o mínimo desses assuntos para participar. Mas vou progredindo aos trancos e barrancos, um dia chego lá. Enquanto isso, me encanto com os aspectos conceituais do debate. E me preocupo com os aspectos práticos.

Wednesday, January 24, 2007

Vrrrruuuuuummmmm!!!!!

Uma contabilidade rápida...

Estava pensando no meu querido carrinho....



Comecei a rodar com 18000 km
Hoje o carro está com 120000 km
Ele consome, em média 0,125 lts/km
Só comigo o carro já andou 102000 km
E consumiu 12750 litros de gasolina
Gerando um gasto de 27412,5 reais

Com essa grana... Não não... não vou pensar no que eu poderia fazer com essa grana pois a conta seria irreal! Vamos Comparar de outro modo... Uma moto consome, em média, apenas 0,04 litros por quilômetro rodado. Ou seja, pouco menos de um terço do consumo do carro. Então, vamos considerar que, usando a moto, eu teria ainda 60% da grana calculada disponível. Agora sim... 27412,4 * 0,6 = 16447,5.

Não é nenhuma mega fortuna, mas é considerável.

Thursday, December 28, 2006

Para achar em sebos

O título é pra não deixar dúvidas de que é obra para integrar a sua coleção "Mamãe, quero ser nerd". Trata-se do livro "Geoquímica Recreativa", escrito pelo empolgado A. E. Fersman e publicado, em 1967, pela Editôra Fulgor Limitada. Apesar da nerdice do título, o livro é muito bom e bem escrito. Para quem quiser saber mais sobre pedras (ou aerolitos), ou materiais diversos, ou simplesmente não tiver absolutamente porra nenhuma pra fazer e estiver a fim de matar o tempo, é uma boa leitura.

Menos noites frias

Sim sim, é mais uma reportagem sobre aquecimento global. Clique aqui para ver a reportagem. Em breve vai se tornar viável abrir um caderno só sobre o assunto nos jornais. Você compra o jornal e escolhe o que quer ler... O caderno principal, o caderno economia, mundo, carros ou aquecimento global. Assim fica mais prático.

Nessa última notícia, o que me chamou a atenção foi a seguinte informação:

"O número de noites muito frias diminuiu 76% e o de noites quentes aumentou cerca de 72%."

Isso afeta profundamente nosso modo de viver. Noites frias são definitivamente melhores que noites quentes. O mundo vai ficar, antes de inabitável, extremamente apático.

Já há algumas semanas tem sido comum eu dormir de janela aberta e sem camiseta, coisa que nunca havia sido meu costume. Gosto de dormir, em geral, com mais cobertores que o necessário.

Thursday, December 14, 2006

Sunday, December 10, 2006

Hot news!

O aquecimento global está aí. É tão concreto como a corrupção no governo brasileiro, a ineficiência das dietas do tipo "faça você mesmo" e a tosquice das propagandas que terminam com um sempre fantástico "ligue agora e receba inteiramente grátis esse brinde super inútil!". O aquecimento global é até mais concreto e mais perturbador que a depressão psicológica provocada por exposições continuadas a programas como A Praça É Nossa ou Zorra Total. Mas, diferentemente de todos esses exemplos, é algo que não afeta apenas os seres aprisionados a um determinado estilo de vida humana. Conseguimos, finalmente, desenvolver algo que envolve, sem distinção, todos os humanos, não importando de que lado da ciranda capitalista estejam brincando. Não importando idade, sexo ou falta dele, time preferido ou mania peculiar para uma manhã de domingo. Aliás, verdade seja dita, não importa nem se você é humano ou não. Tanto faz se você é um animal, uma ave, um fungo, uma rocha ou um mega blogo de gelo boiando por aí. Sua cota no aquecimento global está garantida. É um grande triunfo da humanidade, creio. Temos que nos orgulhar do aquecimento global, e deveria existir um dia dedicado a ele; ONG's deveriam desde já ser criadas para preservar, em detalhes, a memória deste mais magnífico feito de todos. O aquecimento global é, afinal, a primeira criação realmente democrática já alcançada pela humanidade. É o primeiro item produzido pelo mundo ocidental a se tornar, no mais belo dos sentidos, um produto genuinamente global. Os críticos menos otimistas poderiam contrapor algum caráter ditatorial nessa democratização, afinal para os sapinhos úmidos das montanhas do Panamá, assim como para vários outros seres que não estavam muito nem aí, nenhuma opinião foi pedida e nenhum direito de rejeição oferecido. Mas é assim o curso da humanidade: inventamos as coisas, e numa primeira rodada sua aplicação é meio desastrosa, desengonçada, atribulada. Depois é que vamos aprendendo a fazer direito. É claro que o aquecimento global ainda tem muito por evoluir, mas se em décadas recentes carecíamos do surgimento de um novo mito humano (com avião, espaçonave, computador e laser, televisão, videogame e comida delivery todos já inventados e dominados, o que forneceria um novo horizonte?), é hora de comemorarmos a conquista do mundo. Essa casa é nossa e a estamos deixando um lugar mais quentinho. Aconchegante, não?

Notícias recentes sobre o maior Holo....... (holocausto envolve só humanos)..... notícias recentes sobre esse grande Biocausto:

Calor no outono ameaça deixar a Europa sem neve no inverno
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/dez/08/284.htm

Vast African Lake Levels Dropping Fast
http://www.nytimes.com/aponline/world/AP-Warmer-World-African-Lakes.html?_r=1&oref=slogin

Geleiras na China diminuem 7% ao ano
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/mai/02/165.htm

Aquecimento global enfraquece ventos no Pacífico
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/mai/03/145.htm

Corais do Caribe sofrem devastação recorde
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/mar/31/194.htm

Aquecimento global ameaça a Ilha de Marajó
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/abr/11/147.htm

Study on Phytoplankton
http://www.nytimes.com/2006/12/07/science/07brfs-WARM.html

Global Warming Unstoppable for 100 Years, Study Says
http://news.nationalgeographic.com/news/2005/03/0317_050317_warming.html

Um livro recomendado para reflexões sobre o futuro dessa merda toda:
"O Fim da Evolução"
de Peter Ward