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Tuesday, September 15, 2009

Mulheres bonitas emburrecem os homens


De repente a idéia de que uma mulher bonita faz o homem gagejar, se perder, se confundir com o que está fazendo, não é tão exagerada assim. Segundo um estudo publicado no Journal of Experimental and Social Psychology, a presença de mulheres bonitas estupidifica os homens. Mas segundo o estudo, a imagem estereotipada é um caso extremo: o que acontece é que os homens tendem a alocar todos seus esforços cognitivos em tentativas de impressionar as mulheres, e passam a ter péssimo rendimento em outras tarefas.

O mesmo não acontece como as mulheres.

Novidade...

Wednesday, September 09, 2009

Mito #3: Danos cerebrais são irreversíveis


(Este post é a parte 4 de uma tradução dividida em 4 partes do artigo original que pode ser visto aqui em inglês.)

Fato: O cérebro consegue se reparar e compensar certas perdas, e mesmo gerar novas células.

Acredita-se que cada pessoa nasce com um número finito de células cerebrais, então se você danifica algumas delas ficará no déficit pelo resto da sua vida. Menos de 20 anos atrás, mesmo especialistas na área da neurociência acreditavam que o cérebro era inalterável; uma vez que ele fosse "quebrado", não poderia ser consertado. Mas descobertas recentes têm convencido cientistas a pensar diferente. Evidências mostram que o cérebro permanece "plástico" por toda a vida: ele pode se remodelar ou mudar a si mesmo em resposta a novos aprendizados. Sob determinadas circunstâncias, o cérebro pode até mesmo criar novas células através de um processo chamado de neurogênese.

Para mostrar a regeneração de células cerebrais, em 1998 cientistas aplicaram uma substância que identifica a divisão celular em um grupo de pacientes com câncer em estado terminal. Exames pós-morte verificaram que a substância havia aderido a novas células no hipocampo. Esta descoberta não apensa refuta o mito de que "nascemos com um número finito de células cerebrais", mas também trás esperança a pacientes com danos cerebrais causados por doenças ou traumas. O trabalho recente da equipe do Neurological Foundation Brain Bank, do professor Richard Faull, conduzido na universidade de Auckland, confirmou este processo.

Tuesday, September 08, 2009

Mito #2: As personalidades mostram dominância do cérebro esquerdo ou direito


(Este post é a parte 3 de uma tradução dividida em 4 partes do artigo original que pode ser visto aqui em inglês.)

Fato: Os dois hemisférios são intrincadamente co-dependentes.

Este mito sustenta que o hemisfério direito de uma pessoa é preponderantemente criativo, intuitivo, voltado às artes, ao passo que o hemisfério esquerdo é mais voltado à solução de problemas, mais linear, lógico. O mito teve origem na ciência genuína, mas novas tecnologias de mapeamento têm mostrado que o cérebro é mais interdependente do que antes se pensava.

Este mito provavelmente tem suas raízes no século XIX, quando os cientistas descobriram que um dano em um dos hemisférios cerebrais causava perda de habilidades específicas. Por exemplo, habilidades espaciais pareciam residir na metade direita do cérebro, e a linguagem na metade esquerda. A idéia ganhou força quando na década de 60 do século passado cientistas estudaram pacientes com epilepsia que haviam passado por uma cirurgia para romper as ligações entre os hemisférios. Estes pesquisadores mostraram que quando os hemisférios cerebrais não podiam mais se comunicar, um não teria consciência do outro, e poderiam inclusive reagir diferentemente a um mesmo estímulo. Por exemplo, quando um paciente era questionado sobre o que ele queria ser, seu cérebro esquerdo poderia responder "projetista", mas seu cérebro direito responderia "piloto de carro de corrida".

Recentemente, a tecnologia de mapeamento cerebral tem revelado que os papéis dos hemisférios não são tão claramente separados como já se pensou. Os dois hemisférios são de fato altamente complementares. Já se acreditou, por exemplo, que o processamento da linguagem era restrito ao hemisfério esquerdo. Atualmente sabe-se que ele ocorre em ambos hemisférios, no lado esquerdo ocorre o processamento gramatical e da pronúncia, enquanto no lado direito acontece o processamento da entonação. De modo similar, experimentos mostraram que o hemisfério direito não trabalha isoladamente no que diz respeito à habilidade espacial: o hemisfério direito parece lidar com um senso geral do espaço, enquanto o hemisfério esquerdo trata dos objetos em localidades específicas.

O que permanece verdade é que o lado direito do cérebro controla do lado esquerdo do corpo e vice-versa. Isso significa que um dano no lado esquerdo do cárebro (tal como um derrame nessa região) pode causar danos no lado oposto do corpo (como uma paralisia na perna direita).

Monday, September 07, 2009

Mito #1: Você usa apenas 10% do cérebro


(Este post é a parte 2 de uma tradução dividida em 4 partes do artigo original que pode ser visto aqui em inglês.)

Fato: Você usa todo o seu cérebro.

Este mito dos 10% circula há um bom tempo. Não se sabe ao certo como esta mentira se originou, mas ela vem ganhando força ao longo do último século por meio de interpretações errôneas das descobertas da neurociência e citações jogadas tanto por cientistas quanto por pessoas comuns. A verdade é que usamos a totalidade de nossas mentes todos os dias.

Digamos, por exemplo, que enquanto você lê este artigo você está comendo um sanduíche. Conforme você lê, os lobos frontais do seu córtex cerebral estão engajados em pensar e raciocinar. Você está desfrutando de seu delicioso sanduíche graças aos lobos parietais, os quais são responsáveis pela sensação de sabor, textura e cheiro dos alimentos. Os lobos ocipitais ajudam você a processar as palavras que você vê nesta página, e os lobos tempoaris o ajudam a processar o que você escuta, como o barulho do sanduíche sendo mastigado.

Ao mesmo tempo, você acabou de piscar graças à sua área motora, e é devido ao cerebelo que você é capaz de segurar o sanduíche em uma mão bem como fazer tudo o mais que você faz que requer coordenação e movimento.

Sem ter que pensar sobre isso, você está respirando, digerindo seu sanduíche e fazendo o sangue circular graças ao tronco cerebral. Seu metabolismo e funções hormonais tais como as que controlam os níveis de água e açúcar no seu corpo estão agora mesmo sendo controlados pela sua glândula pituitária. E se você por acaso está em um ambiente frio, o hipotálamo é reponsável pelo fato de que você está tremendo um pouco.

Você vai se lembrar de ter lido isso graças ao hipocampo, cujo trabalho é transferir a memória de curto prazo para a memória de longo prazo. Ele também permite que você lembre que o ponto-chave deste exemplo elaborado é que você usa muito mais que 10% de sua mente.

Sunday, September 06, 2009

A mitologia do cérebro


(Este post é a parte 1 de uma tradução dividida em 4 partes do artigo original que pode ser visto aqui em inglês.)

Você usa apenas 10% do seu cérebro
Em uma pessoa predomina ou o cérebro esquerdo ou o direito.
Danos cerebrais são permanentes.


O que estas três afirmações têm em comum?


São mitos: lorotas nas quais muita gente acredita. Alguns mitos são baseados em fragmentos de verdade; outros surgem de interpretações errôneas ou da necessidade de uma frase de efeito. Independentemente de como surgem, eles se vendem como verdades e são passados adiante sem questionamento. Mitos com maior atratividade são aqueles que parecem ser baseados na ciência. É necessário muita coragem para desafiar a legitimidade de um mito alicerçado em linguagem científica. Mitos sobre o cérebro têm sido especialmente difíceis de combater uma vez que o cérebro e seu funcionamento ainda não são muito bem compreendidos. Mas ao longo das últimas décadas cientistas aprenderam mais que o suficiente para desmistificar alguns mitos populares sobre a mente.

"Mitos urbanos" ou mais precisamente lendas urbanas são às vezes repetidas em reportagens jornalísticas e, em anos recentes, distribuídas por e-mail. As pessoas frequentemente alegam que tais casos aconteceram a um "amigo do amigo" - tão frequentemente, de fato, que "amigo do amigo", ou "FOAF" (da sigla em inglês), têm se tornado um termo comumente usado quando recontando este tipo de história.

O fenômeno das lendas urbanas é bem conhecido em outras línguas. Na Holanda, por exemplo, uma lenda sobre carne de macaco deu origem ao termo "broodje aap verhalen", que significa "histórias de sanduíches de macaco".

Algumas lendas urbanas têm sobrevivido por um longo período, evoluindo apenas lentamente através dos anos, como no caso da história da mulher que foi morta por aranhas que fizeram ninho em seu penteado. Novas lendas tendem a refletir circunstâncias modernas, como as histórias de pessoas que caem em uma tocaia, são anesteziadas e acordam com um rim a menos, que teria sido cirurgicamente removido para transplante. Há ainda outras, como a da pessoa que tentou secar um gato em um forno microondas, e após ter matado o animal desta forma ganhou um processo na justiça porque não havia alerta no aparelho, fazendo as companhias serem obrigadas a colocar adesivos em suas máquinas sobre este tipo de perigo. Outra é a história recorrente atribui uma epidemia de doença neurológica e câncer à dieta de bebidas leves. É totalmente falsa e entretanto veio à mídia novamente em tempos recentes.

Sunday, July 26, 2009

O poder da crença


O trecho abaixo é uma livre tradução do primeiro capítulo do livro "Born to Believe", de Andrew Newberg e Mark Robert Waldman.

Acreditava-se que o senhor Wright não viveria mais uma noite sequer. Seu corpo estava salpicado de tumores, seu fígado e baço estavam inchados, seus pulmões cheios de líquido, e ele precisava de uma máscara de oxigênio para respirar. Mas quando o senhor Wright ouviu falar que seu médico estava conduzindo uma pesquisa com uma nova droga anti-cancerígena chamada Krebiozen, a qual a mídia estava aclamando como uma potencial cura milagrosa, ele implorou por receber o novo tratamento. Embora fosse contra o protocolo, o doutor Klopfer honrou os desejos do senhor Wright dando-lhe uma injeção da droga, e então deixou o hospital para o final de semana. Quando retornou, na segunda-feira pela manhã, descobriu que os tumores do senhor Wright haviam diminuído para metade do tamanho original, algo que nem mesmo os tratamentos com radiação conseguiriam.

"Bom Deus!", pensou o doutor Klopfer. "Será que finalmente encontramos a bala de prata - uma cura para o câncer?" Infelizmente, o exame dos outros pacientes do teste não mostrou nenhuma mudança. Apenas o senhor Wright havia melhorado. Seria esse um raríssimo caso de melhora espontânea, ou algum outro mecanismo não identificado estaria operando? O médico continuou a dar injeções para seu paciente, e após dez dias praticamente todos os sinais da doença haviam desaparecido. Wright retornou à sua casa em perfeita saúde.

Dois meses depois, o Departamento de Alimentos e Narcóticos emitiu um laudo dizendo que os experimentos com Krebiozen eram comprovadamente ineficazes. O senhor Wright ouviu a respeito destes laudos e imediatamente adoeceu. Seus tumores retornaram, e novamente ele foi internado. Desta vez o doutor Klopfer estava convencido de que tinha sido a crença do paciente na eficácia da droga que o havia curado originalmente. Para testar essa teoria, ele decidiu mentir, dizendo ao senhor Wright que usaria uma "nova droga, super-refinada e de dupla força", que garantidamente levaria a melhores resultados. O senhor Wright concordou em tentar essa "nova versão" do que ele acreditava que havia curado seus tumores anteriormente, mas na verdade o doutor Klopfer deu a ele injeções de água neutralizada.

Uma vez mais, a recuperação do senhor Wright foi espetacular. Seus tumores desapareceram, e ele retornou à vida normal - até que os jornais publicaram um anúncio da Associação Médica Americana com a manchete "Testes Nacionais Comprovam Que o Krebiozen é Uma Droga Completamente Ineficaz Contra o Câncer".

Após ler a notícia, o senhor Wright adoeceu de novo, voltou ao hospital, e morreu dois dias depois. Em um relatório publicado no Journal of Projective Techniques, o doutor Klopfer concluiu que quando o poder das crenças otimistas do senhor Wright foram minadas, sua resistência à doença também desapareceu.