Monday, March 26, 2012
Wednesday, March 21, 2012
Aconteceu ontem
- O que você faz?
- Sou engenheiro naval.
- !!! Sério? Pensei que fosse... sei lá... professor de geografia.
- Sou engenheiro naval.
- !!! Sério? Pensei que fosse... sei lá... professor de geografia.
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Tuesday, January 31, 2012
E você...
... dançaria em Auschwitz?
Acabei de ver um artigo na Piauí. Trata de um vídeo que circulou há algum tempo, e que aparentemente está fora do ar no momento, em que um velhinho, sobrevivente de Auschwitz faz uma dança de celebração da vida, dança feliz ao som de I will survive... só que lá mesmo, onde funcionou o antigo campo de concentração!
Eu, que não sou autoridade e nem tenho moral nenhuma no assunto, fico só com minha humilde opinião: sou dos que aprovam a iniciativa. Concordo com comentários do tipo “Ninguém pode dizer a um sobrevivente como lidar com o seu passado”, citado pela matéria.
Para ver o texto da Piauí, clique aqui.
Acabei de ver um artigo na Piauí. Trata de um vídeo que circulou há algum tempo, e que aparentemente está fora do ar no momento, em que um velhinho, sobrevivente de Auschwitz faz uma dança de celebração da vida, dança feliz ao som de I will survive... só que lá mesmo, onde funcionou o antigo campo de concentração!
Eu, que não sou autoridade e nem tenho moral nenhuma no assunto, fico só com minha humilde opinião: sou dos que aprovam a iniciativa. Concordo com comentários do tipo “Ninguém pode dizer a um sobrevivente como lidar com o seu passado”, citado pela matéria.
Para ver o texto da Piauí, clique aqui.
Thursday, January 12, 2012
Romano e Galina
Começo a me sentir um pouco mais íntimo de uma cidade quando estou andando aleatoriamente por ruas quaisquer e encontro conhecidos! Se funciona na super-metropolitaníssima São Paulo com suas milhões de pessoas, e funcionou em Yokohama, que nem sei quanta gente tem, em Roma tava já demorando! =)
Propostas
Não basta querer que mude tudo isso que está aí.
É preciso de uma proposta!
"...il vino contro il petrolio!"
by Piero Ciampi
É preciso de uma proposta!
"...il vino contro il petrolio!"
by Piero Ciampi
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Itália 2011,
Questão energética
Wednesday, January 11, 2012
Raridade!

Pela quilometragem anunciada, essa Variant está rodando há, no mínimo 20.500 anos!
Ou, caso tenha sido mesmo fabricada em 1971, e supondo que rodou direto, sem parar... Desenvolveu até aqui uma velocidade média de 11.942,4 km/h!!!
Conclusão: pelo desempenho único, os R$3.000,00 pedidos são uma baita pechincha!
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Friday, December 16, 2011
Vivência
Nada como a imersão cultural para ampliar o vocabulário no outro idioma e gravá-lo a talhos de baixo relevo em várias partes do cérebro.
Hoje aprendi uma nova palavra: "sciopero".
Va bene, va bene...
Hoje aprendi uma nova palavra: "sciopero".
Va bene, va bene...
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Diário da metrópole,
Itália 2011,
Questão trabalhista
Thursday, December 08, 2011
Velhas polêmicas...
Revista História, edição da década de 70 do século passado: 1 euro.
Achar uma manchete muito curiosa: não tem preço.
Achar uma manchete muito curiosa: não tem preço.
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Itália 2011,
Questão trabalhista
Wednesday, December 07, 2011
Já está preparada!
Ouvi comentários de que a Fátima Bernardes poderia acabar dançando com essas mudanças todas...
Tolos... mesmo que isso aconteça, não é de hoje que ela já está preparada! Ou não lembram?
Aí vai:
Tolos... mesmo que isso aconteça, não é de hoje que ela já está preparada! Ou não lembram?
Aí vai:
Sunday, December 04, 2011
Zona de transição
No aeroporto de Fiumicino, Roma:
- Scusa, ma dove trovo il bagaglio?
- Va sempre dritto, e dopo a sinistra.
- Arigatô, gozaimashitaaaaaa!
- Scusa, ma dove trovo il bagaglio?
- Va sempre dritto, e dopo a sinistra.
- Arigatô, gozaimashitaaaaaa!
Thursday, December 01, 2011
Saturday, November 19, 2011
Thursday, November 10, 2011
Premonição
Não há dúvidas, o frio vai ficar mais intenso.
Por que outra razão eu teria perdido uma das minhas luvas?
Por que outra razão eu teria perdido uma das minhas luvas?
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Sunday, October 30, 2011
Isso quer dizer algo...
Em dois meses de Japão, já passei meu e-mail para várias pessoas. Muitas vezes escrevendo a mão, num pedaço de papel. Para não submeter ninguém sem culpa aos horrores da minha caligrafia eu uso sempre as maiúsculas, letra de forma. Sempre muito mais compreensíveis.
Entrego o papel.
E vem então a pergunta:
- This, big letters? But e-mail only small letters!...? Your e-mail different?
Entrego o papel.
E vem então a pergunta:
- This, big letters? But e-mail only small letters!...? Your e-mail different?
Friday, October 28, 2011
Thursday, October 27, 2011
Exame de saúde
Está acontecendo uma campanha de acompanhamento de saúde de alunos e funcionários no campus da YNU. E eu não fazia a mínima idéia, porque neste país sou analfabeto e não leio os cartazes. Mas meus amigos avisaram. Lá fui eu.
Visão: ok.
Anemia? Nenhuma.
Peso:
- She speaks you Mr. Pereira is bit fat, heavy maybe, understand? Wait wait.. oh.. but only little. May be in your country you ok. People Brazil too fat, too?
O que seria de mim, aqui, sem um amigo tradutor?
Visão: ok.
Anemia? Nenhuma.
Peso:
- She speaks you Mr. Pereira is bit fat, heavy maybe, understand? Wait wait.. oh.. but only little. May be in your country you ok. People Brazil too fat, too?
O que seria de mim, aqui, sem um amigo tradutor?
Tuesday, October 25, 2011
Pelo cheiro, pelos instintos...
Onde tem fumaça, tem fogo.
Onde tem música, tem vida.
Terça-feira feliz.
Onde tem música, tem vida.
Terça-feira feliz.
Tava ensaiada
- Ah, então você é do Canadá? Fala francês também?
- Bien sûr, je parle français! Que diriez-vous?
- Peut-être que oui, peut-être que non.
Cansei dessa piada. Alguém me ensina mais alguma coisa em francês? Também não pode ser a palavra "pelúcia".
- Bien sûr, je parle français! Que diriez-vous?
- Peut-être que oui, peut-être que non.
Cansei dessa piada. Alguém me ensina mais alguma coisa em francês? Também não pode ser a palavra "pelúcia".
Monday, October 24, 2011
Shogun
Da estação até em casa sobe-se uns vinte metros. Que eu avaliei como quarenta da primeira vez mas juro que é mais que o Fuji, quando está muito tarde.
Talvez com menos sangue na cabeça depois de tamanha escalada, minha atenção vai mais lenta também. Vejo as casas, muitas com enfeites na porta, ou na calçada. Tudo é diferente. Uma pequena oficina. E logo adiante um gato sentado em frente a uma casa. Está sob a luz, ao invés das sombras. Acho estranho tamanho descuidado por parte de um felino.
Num dos passos, arrasto o pé no chão. O barulho o faz olhar para mim. Mas mais nada. Volta o olhar para o mesmo infinito de que se ocupava antes.
Dois dias depois, vou subindo. Lá está ele. Que gato doido, sempre aí, sozinho, no mesmo lugar, olhando para o mesmo ponto, do mesmo jeito. Vou assustá-lo para quebrar essa mesmice toda do Japão. Arrasto o pé. Ele olha para mim. Olha para seu infinito. E fica lá.
Dou um nome a ele. Shogun. Melhor dar nome, antes que ele resolva fugir dali.
Fim de semana. Vou passear em Tóquio. Chove. No trem, vou olhando aquelas casas todas iguais quilômetros e quilômetros afora, os prédios todos com um mesmo padrão muito parecido - ou vai ver é meu olhar que ainda não entende das nuances daqui. Algo me tranquiliza: ao menos hoje o Shogun não estará lá.
Pois a chuva já nem era mais garoa. E lá estava Shogun e seu infinito sendo admirado igual sempre.
Bato o pé no chão com mais força. Olha para mim. E volta o olhar ao longe.
Na semana seguinte eu pensava sobre o Shogun enquanto subia a ladeira infinita. Assustei-me ao vê-lo de novo ali. Do mesmo jeito, o mesmo Shogun estátua de antes. Eu estava perturbado: como podia o Japão ser assim tão simétrico em tudo, até no descanso dos bichanos? Tão padronizado, tão organizado, tão previsível? E antes de me dar conta, bati o pé no chão para tentar distrair o Shogun. Igualzinho fiz das outras vezes. Shogun olhou para mim. Olhou para longe.
Maldito, maldito Shogun!
Semana que vem faço outro caminho.
Talvez com menos sangue na cabeça depois de tamanha escalada, minha atenção vai mais lenta também. Vejo as casas, muitas com enfeites na porta, ou na calçada. Tudo é diferente. Uma pequena oficina. E logo adiante um gato sentado em frente a uma casa. Está sob a luz, ao invés das sombras. Acho estranho tamanho descuidado por parte de um felino.
Num dos passos, arrasto o pé no chão. O barulho o faz olhar para mim. Mas mais nada. Volta o olhar para o mesmo infinito de que se ocupava antes.
Dois dias depois, vou subindo. Lá está ele. Que gato doido, sempre aí, sozinho, no mesmo lugar, olhando para o mesmo ponto, do mesmo jeito. Vou assustá-lo para quebrar essa mesmice toda do Japão. Arrasto o pé. Ele olha para mim. Olha para seu infinito. E fica lá.
Dou um nome a ele. Shogun. Melhor dar nome, antes que ele resolva fugir dali.
Fim de semana. Vou passear em Tóquio. Chove. No trem, vou olhando aquelas casas todas iguais quilômetros e quilômetros afora, os prédios todos com um mesmo padrão muito parecido - ou vai ver é meu olhar que ainda não entende das nuances daqui. Algo me tranquiliza: ao menos hoje o Shogun não estará lá.
Pois a chuva já nem era mais garoa. E lá estava Shogun e seu infinito sendo admirado igual sempre.
Bato o pé no chão com mais força. Olha para mim. E volta o olhar ao longe.
Na semana seguinte eu pensava sobre o Shogun enquanto subia a ladeira infinita. Assustei-me ao vê-lo de novo ali. Do mesmo jeito, o mesmo Shogun estátua de antes. Eu estava perturbado: como podia o Japão ser assim tão simétrico em tudo, até no descanso dos bichanos? Tão padronizado, tão organizado, tão previsível? E antes de me dar conta, bati o pé no chão para tentar distrair o Shogun. Igualzinho fiz das outras vezes. Shogun olhou para mim. Olhou para longe.
Maldito, maldito Shogun!
Semana que vem faço outro caminho.
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