Tuesday, October 14, 2008

Tudo devidamente sinalizado

Acabei de receber um e-mail da Marina, a Marination, com placas diferentes... Eu vi o e-mail e já fui pensando: "afe, já vi centenas dessas!". Pois é... Mas o que vale a pena mesmo não são as placas... são as legendas! Enjoy.

Ah! E se alguém souber de onde surgiu isso, dê um aviso!





Monday, October 06, 2008

Pessoas felizes

Ah, esses caras sabiam como viver!

Saturday, October 04, 2008

The chromatic scale...

Um vídeo-aula sobre clarinetes... com uma demonstração da escala cromática nesse instrumento. Tem ou não tem um som todo especial?

Friday, October 03, 2008

Backfire...

It is true that scientists have sometimes been religious, or at any rate superstitious. Sir Isaac Newton, for example, was a spiritualist and alchemist of a particularly laughable kind. Fred Hoyle, an ex-agnostic who became infatuated with the idea of "design," was the Cambridge astronomer who coined the term "big bang." (He came up with that silly phrase, incidentally, as an attempt to discredit what is now the accepted theory of the origins of the universe. This was one of those lampoons that, so to speak, backfired, since like "Tory" and "impressionist" and "suffragette" it became adopted by those at whom it was directed.)

Um dos trechos interessantíssimos do instigante, eruditíssimo e muito bem humorado "God is not great", de Christopher Hitchens.

Críticas recebidas


Um amigo meu, que não vou dizer quem é, reclamou com a diretoria deste site sobre problemas em alguns dos links listados ao lado. Informamos que, na medida do possível, os problemas estão sendo corrigidos. E que, na eventualidade de qualquer falha adicional verificada, basta fazer novo contato reportando os problemas.

Thursday, October 02, 2008

Quote of the day



"It takes a long time to become young."

Pablo Picasso

Sunday, September 28, 2008

Um Axel...

E um Axel que manda bem pra caramba no violão, vale a pena conferir!



Saturday, September 20, 2008

Ataque perspicaz

Filósofos gostam de praticar o pensamento filosófico em assuntos nada originais que outros filósofos chamam de filosofia e deixam as próprias mentes de lado quando estão fora desses assuntos.

Retirado de "A Lógica do Cisne Negro", de Nassim Nicholas Taleb.

A mesma crítica pode se aplicar a uma gama absurdamente grande de academicismos, eruditos ou mesmo técnicos. Físicos frequentemente perdem o olhar para o mundo natural que se oferece da janela pra fora, engenheiros parecem ser completamente cegos para uma infinidade de problemas não-quantificáveis ou de enunciado aberto, críticos literários parecem particularmente propensos a esquecer que a literatura nasce de um impulso por esmiuçar a vida e sobrevalorizam a literatura enquanto menosprezam toda a vida que se desenrola naturalmente e de graça, ao redor. A crítica de Taleb, embora tenha um objetivo muito preciso em seu livro enquanto denuncia da cegueira reflexiva para o objeto central de sua investigação (aleatoriedade e inferência), é muito mais ampla e toca de perto um traço caracteristicamente humano que não tem muitos critérios para escolher onde se manifestar: nossa propensão automática e inescapável à distorção da realidade com vistas a justificar e glorificar nossa particular narrativa do mundo.

Wednesday, September 17, 2008

Valores


Ainda não tive o que se pode chamar de uma vida longa, mas já posso dizer que até aqui tive vários óculos. De qualidade, sem qualidade, de grau, escuros... Uns perdi, outros estraguei, outros quebrei... Acontece, um descuido ali, pronto, já era. Caiu no chão, riscou na parede, algo horrível aconteceu.

Até que nesses dias percebi algo curioso... Tenho um par de óculos que conservo em minha posse há um tempo recorde, e essa não é sua única peculiaridade. Eles não só são os óculos mais baratos de todo o repertório, mas também são... sem grau! Isso mesmo, não são nem óculos de sol, nem de grau. São como óculos de leitura, parecem ser "de verdade", mas não tem grau nenhum. E percebi que nunca cuidei de nenhum dos outros com o mesmo cuidado, nem mesmo dos caríssimos óculos de sol com os quais presenteei Iemanjá nas últimas festividades de ano novo.

É que esse par, sem grau, sem graça, tem... histórias! Ele é inusitado, e ele é inútil, duas qualidades das mais supremas já concebidas. Conciderando-se paralelamente que ele é inofensivo, conclui-se que é excepcionalmente belo e admirável, no sentido estético do termo, no sentido filosófico de estético...

Que se tenham ido os óculos caros ou os portadores de utilidades das quais outros dariam conta, tudo bem... Agora esse, esse que é capaz de gerar risos e conversas, esse que é capaz de divertir, que tem histórias, esse que é uma contravenção às normas utilitárias de fabricação de utensílios, e que portanto presta-se unica e exclusivamente a satisfazer um prazer lúdico sem pagar nenhum tributo por isso, esse sim tem um verdadeiro valor a mais. Esse par espero não perder nunca!

L'esprit de l'escalier

L'esprit de l'escalier

A expressão original, cunhada por Diderot no livro Paradoxe sur le comédien, aplica-se a situações em que alguém está envolvido em uma discussão e não encontra uma resposta apropriada para algum comentário ou argumento do interlocutor. Ao ir embora (ou seja, descendo a escada), a resposta perfeita, que decidiria a discussão, finalmente vem à sua mente, mas já é tarde demais. (Nota de Marcelo Schild a um trecho do livro The Black Swan, de Nassim Nicholas Taleb)

Thursday, September 04, 2008

Esse Orkut me dá medo...



Nel futuro immediato deciderai di correre un rischio per fare qualcosa

Não sei como eles fazem isso...

Wednesday, September 03, 2008

Tuesday, September 02, 2008

Ação e reflexão


Digitando "Aquecimento global" na busca de um grande portal de notícias brasileiro encontrei, dentre outras, as seguintes manchetes:

Aquecimento global pode dar prejuízo de até R$ 14 bilhões à agricultura brasileira
Geleira peruana desaparece por causa do aquecimento global
Aquecimento global reduzirá área apta para soja no Brasil


Mudando um pouco a pesquisa, digito "pré-sal" e vejo as seguintes manchetes:

Lula diz que petróleo do pré-sal deve ser produzido em larga escala em um ano
Petrobras: dados indicam que pré-sal não é campo único
Mantega diz que exploração do petróleo do pré-sal vai duplicar reservas brasileiras
Investimentos vão ultrapassar US$ 112 bi até 2012 com pré-sal, diz Gabrielli


Certo, certo... Vamos juntar tudo então... O mundo está aquecendo devido ao excesso de gases estufa emitidos pelo homem: isso é ruim. O aquecimento global pode implicar em sérios prejuízos à agricultura brasileira: isso é ruim. Uma das principais fontes de gases estufa é a queima do petróleo, logo: queimar petróleo é ruim. O Brasil acaba de encontrar reservas gigantescas de petróleo no oceano, e pretende tirá-lo de lá para quimá-lo ou vendê-lo para que outros o queimem: isso é bom. Hã?!

Muito bem... Sei que não posso ser simplista e defender a postura extremista de que as reservas brasileiras devem permanecer inexploradas sob o oceano por conta de preocupações ambientais. Mas, no mínimo, confesso estar impressionado com a completa separação que os dois assuntos têm na mídia. Ainda que em nada a discussão viesse a alterar os planos de exploração, o mínimo que eu esperava era ver a questão borbulhando por aí, o que até agora não verifiquei. Aquecimento global é preocupação de cientistas. Petróleo é preocupação de economistas, de homens de negócios.

Saturday, August 30, 2008

Finados com estilo


Sua vozinha querida morreu? O coração do papai não aguentou e ele empacotou? Está morrendo de medo de virar aquela sua tia chata que ia sempre no cemitério fazer uma visitinha ao túmulo da família? Bem, o que posso dizer? Seus problemas acabaram!

Ao invés de enterrar o familiar, se preocupar com o túmulo e tudo o mais, junte aí uns 7.500 dólares, queime o morto e deixe que a Algordanza se encarregue de transformar as cinzas num lindo... diamante! Não é uma maravilha?

Eu nem imagino onde isso pode ir parar... No futuro, museus podem exibir coleções de jóias que na verdade são a árvore genealógica de famílias inteiras...

Numa eventual crise financeira, você poderá penhorar aquele seu tio pão duro pra conseguir, finalmente, um troquinho.

Poderá finalmente levar sua vó a passeios que ela jamais iria porque estava meio fraquinha nos últimos dias de vida. Afinal, agora ela é mais forte que o aço!

E... e quanto a usar essas jóias de presente, hein?

- Amor, que anel lindo!!! É um diamante mesmo?

- Não, é minha vó. Gostou?

Friday, August 29, 2008

Ah, que divertido!

Wednesday, August 27, 2008

As maravilhas da pseudociência



A lp não pode ser, por conseguinte, um subcódigo. Ela é o código infinito ordenado, um sistema complementar de códigos do qual podemos isolar (por abstração operatória e à guisa de demonstração de um teorema) uma linguagem usual, uma metalinguagem científica e todos os sistemas artificiais de signos - que, todos eles, são apenas subconjuntos desse infinito, exteriorizando as regras de sua ordem sobre um espaço restrito (sua potência é mínima em relação à da lp que lhes é sobreposta).

A pérola acima é de Julia Kristeva (a lindeza da foto acima). E o melhor comentário, de Michel de Pracontal: "O parágrafo não quer dizer estritamente nada, o que evita ser errado."

Tuesday, August 26, 2008

... dos esforços a que se dão os professores...


Groucho ainda não tinha saído da infância e já era o professor de seus irmãos; e ainda não era muito forte em ortografia, e já conseguia abordar a geografia de maneira original.

Quando ele perguntou a Harpo qual era a forma da Terra, Harpo (que ainda não se tinha dedicado exclusivamente à pantomima) respondeu-lhe com candura que não sabia. Diante disso, Groucho tentou sugerir-lhe a resposta: "Vejamos", perguntou ele, "qual é a forma das minhas abotoaduras de camisa?

- Quadrada, disse Harpo.

- Eu quero dizer as abotoaduras de camisa que eu uso aos domingos, não as de todo dia. Hein? Então, qual é a forma da Terra?

- Redonda aos domingos, quadrada nos dias de semana", respondeu Harpo que, pouco tempo depois, se dedicava profissionalmente ao silêncio.

retirado de: Correspondence de Groucho Marx, Paris: Champs Libre, 1971

Monday, August 11, 2008

Meio sumido


Sim sim, faz um tempo já que não escrevo. Mas não é só longe do computador que tenho estado. É longe da cidade. Do estado. Da terra firme...

Entre um trabalho e outro, medindo potência, consumo de combustível, velocidade e comportamento no mar de um grande navio porta-contêineres, há tempo para ver o mar.

Há tempo para ver o mar de dia, com um horizonte sem fim, gaivotas se paroximando para pescar em volta do navio. Baleias nadando felizes na beleza das águas de Abrolhos. O azul estonteante das águas ultra-profundas.

Há tempo para ver o mar de noite. Com uma escuridão funda inquestionável e estrelas mais que no planetário. E curtir o vento vindo do nada na calma meditativa que é a proa do navio, longe do barulho do motor e das máquinas que estão bem longe, centenas de metros lá para trás, na popa do navio gigante. Só o barulho da água, do vento, as estrelas infinitas...

Depois de meditar tanto, se não se acha mais o que fazer, sempre é possível divertir-se um pouco anarquizando tudo fechando válvulas aleatóriamente só pra ver o que acontece...

Monday, June 30, 2008

O mundo pelo IBGE

Descobri hoje, para minha alegria, que o IBGE disponibiliza um excelente site para consulta de dados gerais sobre todos os países do mundo. Além de visualizar as informações de cada país, é possível também ver dados do mundo todo sobre um determinado indicador (porcentagem de área verde protegida, por exemplo), bem como fazer o download das tabelas visualizadas em formato Excel. As referências às fontes das informações mostradas incluem links diversos, o que confere um enorme poder ao site como base de consulta. Para acessar o site, clique aqui.

Thursday, June 19, 2008

Termodinâmica sociológica

O simpático livro de Octave Levenspiel, "Termodinâmica Amistosa Para Engenheiros", tem seu primeiro capítulo assim iniciado:

"Por que a escravidão não é viável atualmente? Por inúmeros motivos, entre eles, porque não dá lucro."

Há muita verdade técnica nesta afirmação. Comparar o desempenho humano com o desempenho de máquinas para tarefas que não exijam nada além da aplicação de força de uma maneira pré-estabelecida é até sem graça, tão discrepantes que são as diferenças. Mas há também muita verdade humana nesta frase. Talvez o que incomode seja justamente a sugestão de uma relação tão direta entre as imposições físicas e as tendências humanas justamente ali onde gostaríamos de ver em toda magnitude nossa sempre muito proclamada liberdade de escolha...

Um Climber Chicano

Sunday, June 15, 2008

E pur si muove

Sou dado a não crer em astrologices...

Mas como é exatamente isso o que a astrologia prevê para mim, meu ceticismo fica se sentindo com um chute na canela.

E nessas manquices de uma ceticice desnorteada, tenho meus lapsos de crédito até para o orkut:

Oroscopo del giorno: Presto ti arriveranno buone notizie per posta

Esperto pra caramba, esse Orkut! =D

Friday, June 06, 2008

Pra animar seu dia

É, meu amigo tem razão... se você está desanimado, escute essa música e, de quebra, aprenda uns passos novos com o Carlton, e vai se sentir mais animado. Lá vai:

Thursday, June 05, 2008

A Arte da Guerra

Tuesday, June 03, 2008

Cícero

Ele aqui em São Paulo, vindo de longe, há uma semana. Estava perdido, andando a pé pela Marginal Pinheiros.

- Ow, você sabe pra que lado fica a ponte que a Camargo Corrêa tá fazendo?

Ele trabalha na obra, mas foi parar do lado da USP sei lá eu como. Depois descobri como. Tinha um dinheiro para receber em um escritório. Um "amigo" deu uma carona pra ele até o escritório mas foi embora sem oferecer a carona de volta ou averiguar se o caronista sabia retornar para seu alojamento.

- Tô perdido por aí desde quatro da tarde... Saí lá do escritório, e nem me pagaram. Só deram cinco reais pro ônibus.

Cinco reais, pra condução, quando se está perdido sem saber direito qual ônibus tomar e provavelmente tendo que pegar mais de uma condução, não é lá muita coisa, não é? Depois descobri que ele tinha que pegar o trem em direção à Presidente Altino e dali até a Domingos de Moraes. Já lhe faltavam uns centavos para a passagem de trem.

- Veio com a família?

- Não... Vim só eu...

Friday, May 30, 2008

Vontade de poder... cantar!


Vai ver é isso... Vai ver é melhor desencanar de ficar tentando resolver todas as questõezinhas que aparecem e relaxar um pouco. Porque parece que não há respostas prontas pra tudo por aí, esperando, só esperando...

Em tempo: não sei quem inventou essa imagem que ilustra o post e eu descaradamente roubei por aí, mas o cara é certamente bem humorado e genial. Além de ter bom gosto, claro.

Sunday, May 25, 2008

Piada popular brasileira

- Ow, você gosta de Ceumar?

- Ah, não sei, prefiro Ceu Lago.

- ... Seu Besta!

Friday, May 16, 2008

Atenção todos! Dia 29 de maio tá aí, provavelmente...


É isso aí, dia 29 de maio, que já tá chegando, tem um show dos caras aí... O site deles você acessa clicando aqui.

E, abaixo, algumas amostras:







Thursday, May 15, 2008

Ei, por favor!


Quantas pessoas já se dirigiam a você enquanto você andava dentro de uma estação do metrô? Exclua perguntas do tipo "que horas são?" e "como faz pra ir...?". Quantas?

Talvez algumas, pois bem. Agora quantas, no meio de uma pequena multidão - estação da Luz na junção do metrô com o trem - lhe disseram "pode carregar essa minha mala por gentileza?".

Foi precisamente essa frase que eu ouvi hoje. De uma moça que só podia mesmo não ser daqui. A mineira estava de volta pra casa levando um monte de coisa e uma carga muito especial: um pequeno poddle dentro de uma dessas caixinhas de levar cachorro. Aparentemente a filha dela não quis mais o cãozinho e então ela o estava adotando. Toda atrapalhada, não conseguia administrar segurar o cachorro de um jeito decente e fazer aquelas malas todas serem deslocadas de um ponto a outro da estação.

Fico contente de constatar que tem mais por aí dessa gente que não acha que qualquer desconhecido costitui uma perigosa ameaça que deve ser evitada.

Wednesday, May 14, 2008

Fuzzy history


Não ter carro tem mesmo suas vantagens. Acho que eu nunca li tanto na vida como nesses dias, isso contando só o que dá pra ler na estação de trem, no ponto do ônibus e no metrô. Não é pouco. Estou tão feliz com isso que passo a achar não só que essa cidade precisa de mais transporte, mas que precisa de MUITO mais transporte, de tal forma que estes nunca experimentem lotação significativa (ninguém em pé). Por que? Porque bem, aí poderíamos pensar em instalar mesas de leituras nos trens e metrô. Imagina? Fantástico! Seria possível não só ler algumas coisas, mas também sacar um caderninho e fazer ali mesmo algumas notas de leitura...

Resolvi continuar com a leitura do Fuzzy Thinking, o livro de Bart Kosko que apresenta essa coisa estranha e surpreendentemente compreensível que é a "lógica fuzzy". De início, a idéia parece ridículamente simples. Mas ao longo do livro vamos lembrando que uma idéia simples não pode ser subestimada. Afinal, não são justamente as idéias simples as que tendem a ser as mais poderosas? Um dos assombros da leitura de hoje tem justamente a ver com isso: como o teorema de pitágoras, que a gente aprende relativamente cedo e memoriza como uma simples regrinha matemática, está na verdade no coração de matemáticas muito mais avançadas, uma vez que é a base das definições de ortogonalidade, da desigualdade de Cauchy-Schwarz (lembra?), e assim por diante.

Tudo isso dito, e ainda não cheguei aonde queria. Todo engenheiro já teve contato com uma ferramenta matemática chamada método dos mínimos quadrados. É algo como uma acochambração de luxo e com firma reconhecida. Trata-se do seguinte: quando você faz várias medidas reais os números nunca são perfeitamente bem comportados, e se você quiser analisar a tendência global do que está medindo deverá fazer uma aproximação. O método dos mínimos quadrados é o que te dá a melhor aproximação segundo um critério bem objetivo: a distância da sua aproximação aos pontos medidos é a mínima. Maravilha. O interessante pra mim foi ver onde nasceu o método. Foi inventado por Gauss com um objetivo bem pitoresco: prever o retorno do cometa Halley. E o que isso tudo tem a ver com o papo anterior? Bem, está tudo no tal livro que estou lendo, que faz uma salada enorme de história da ciência, filosofia, lógica, tecnologia, filosofia oriental e ocidental e etc. Do jeito que eu gosto.

Vou deixar o site do autor do livro aqui, assim depois eu passo lá pra dar uma fussada. A única coisa que reparei até agora é que ele está mais gordo e cansado agora do que na capa do livro que tenho, que é de 1991 (17 anos atrás!)

ofoiajif aisddif adshfhashasdn


oiaoidfn oiajdif jaijdfajiorj ija erjiwj r894 44 jwaeiwjfiajifas
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sdfaosdf oia joitj oiaj werj aoiwejk fopaj 4t5u a09w t
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sad hashd fdh ap p48ru qu 0ruq0923ur0 hwoif aohfp

Wednesday, May 07, 2008

Retiro

Any path is only a path, and there is no affront, to oneself or to others, in dropping it if that is what your heart tells you . . . Look at every path closely and deliberately. Try it as many times as you think necessary. Then ask yourself, and yourself alone, one question . . . Does this path have a heart? If it does, the path is good; if it doesn’t it is of no use.

Carfos Castaneda, The Teachings of Don juan, citado por Fritjof Capra em The Tao of Physics.

... ...

Talvez seja melhor parar de ler essas coisas e só garantir meu diploma...


:(

Tuesday, May 06, 2008

Léxico Popular



Ah, esses e-mails nossos de cada dia! Lá vai...

Ps: pra ajudar a marina a rir até quinta:

Cão ....................... melhor amigo do homem
Cadela .................... puta


Vagabundo............... homem que não trabalha
Vagabunda .............. puta

Touro ...................... homem forte
Vaca ....................... puta

Pistoleiro ................ homem que mata pessoas
Pistoleira................. puta

Aventureiro .............. homem que se arrisca, viajante,desbravador
Aventureira .............. puta

Garoto de rua ........... menino pobre, que vive na rua
Garota de rua ........... puta

Homem da vida ........... homem sábio
Mulher da vida .......... puta

O galinha .................. o "bonzão", que traça todas
A galinha .................. puta

Jader Barbalho e Lula ....... políticos
A mãe deles ................. putas

E para finalizar...

Puto...................... nervoso, irritado, bravo
Puta ..................... puta

Depois de ler este e-mail:

O Homem .................. sorri
A Mulher ................. fica puta

Sunday, May 04, 2008

Passeio no planetário



Cantigas do planetário:

Plutão!
Cadê você?!
Eu vim aqui,
Só pra te vê!


Plutão! É!
Maislegal!
Plutão é mais legal!


Puta que o paril!
É o planeta mais querido do Brasil!
PLUTÃO!


Não vi Urano!
Não vi Saturno!
Mas pelo menos
Vi Netuno!


ÃO ÃO ÃO!
VÓL TÁ
PLUTÃO!

Friday, May 02, 2008

Ponte gigante


A nova ponte na península de Hangzhou, China, tem nada mais nada menos que 36 km de extensão. Sobre o mar. O projeto é de US$1.93 bilhões e o período de implementação da obra foi cumprido conforme o planejamento. Iniciado em 2003, cinco anos depois está sendo aberta ao público.

A ponte tem seis pistas de rodagem e permite uma velocidade de 100 km/h aos veículos. Este limite, contudo, diminui para 80 km/h em dias de calor superior a 37°C ou quando a temperatura do asfalto for superior a 70°C. Em casos de clima extreno no que se refere a visibilidade, ventos ou chuva, a ponte pode ser temporariamente fechada.

Tuesday, April 29, 2008

Glossário

Para meus queridos amigos que não entenderam nada do meu e-mail, aqui vai o glossário:

Aberratio ictus: ato que, dirigido à alguém, atinge indiretamente a terceiro.
Accidentalia negotii: negócios acidentais.
Citra petita: aquém do pedido.
Eventus damni: evento do dano
Ex positis: do exposto.
Ex professo: de forma magistral.
Ex proprio iure: por direito próprio.
In absentia: na ausência.
In limine: no começo.
Iter criminis: itinerário do crime.
Iura in re aliena: direitos sobre coisa alheia.
Iura: direitos.
Iure et facto: por direito e de fato.

Para quem ficou curioso, links interessantes:

Pequeno dicionário jurídico de expressões latinas

Expressões em Latim

Jornais pelo mundo.

Para acessar uma lista enorme de jornais de todos os cantos do mundo, basta entrar neste site aqui.

Monday, April 28, 2008

Incidente e desespero

Depois de uma noite não dormida e uma manhã letargicamente sonâmbula, resolvi não me render aos meus desânimos tempestuosos e fui pra USP. Ainda na estação da Luz aconteceu algo inusitado.

Uma senhora, que segurava no colo seu neto de não mais que dois anos, caiu no vão entre o trem e a plataforma. Isso mesmo... O trem ainda estava lá, parado, portas abertas. Cheguei mais perto e a primeira coisa que vi é que havia espaço de sobra para o trem poder começar a andar sem trazer nenhum risco à senhora e à criança, então comecei a falar pra ela ficar calma. As pessoas ao redor estavam desesperadas, e não parecia ser muito fácil contê-las. Então tirei a criança, pois ela passava com tanta folga no vão que ainda que o trem partisse, não haveria risco.

Finalmente, com as portas do trem ainda abertas (ainda bem que o trem fica parado um tempão na Estação da Luz, que é o fim da linha), tiramos a senhora.

O desespero em que a mãe da criança se encontrava é indescritível.

CURIOSIDADE ALEATÓRIA: Procurando alguma foto para este post, acabei achando uma reportagem bem interessante.

Sunday, April 27, 2008

Maldito Orkut

Oroscopo del giorno: L'unico bene è la conoscenza e l'unico male l'ignoranza

Wednesday, April 23, 2008

Que barato

Quem disse que demolições são todas iguais?

Veja o vídeo abaixo e diga se os caras que cuidaram do assunto não são mesmo espirituosos!

Curiosidades do mundo



Sim. Na foto acima vemos um antigo forte marítimo convertido a resort. Impressionante? E que tal uma plataforma de petróleo convertida a forte? E que tal descobrir o que acontece com todo o aparato tecnológico da antiga União Soviética nos dias atuais? E você já se perguntou quantas coisas grandiosas - prédios, fábricas, etc - há abandonados pelos Estados Unidos?

Pois bem... Abaixo, alguns links para matar a curiosidade:

Creatively Converted Sea Forts of Great Britain

Abandoned Wonders of the Former Soviet Union

Amazing American Abandonments

E muito mais no WebUrbanist.com.

Impressionante

Eu já era encantado pela música, por todas as vezes que a ouvira de gravações em geral, e pela ocasião em que vi a dois metros um competente músico argentino, cujo nome infelizmente não lembro, ensaiando toda uma apresentação... Mas hoje fui ver a dança. Estou empolgado. Não sei se ver os vídeos abaixo dá uma idéia adequada do que é ver isso AO VIVO...



E mais um pouco de Eva Yerbabuena:

Sunday, April 20, 2008

Dia agitado

Fui dormir no meio da madrugada porque estávamos tocando blues na sala e fazendo versões bossa nova de alguns reages meio agitados. Acordei tarde e não deu tempo de colocar nada em ordem porque tinha o aniversário da minha prima, que eu não perderia por nada. Estávamos cantando alegremente, aí um parente morreu. Não no aniversário, num hospital qualquer. Aí os familiares começaram a se dividir e organizar, mas eu já tinha minha festa Trash marcada para à noite. Que foi desmarcada porque uns amigos chatos não voltaram de Atibaia. Então vou no cinema com quem ficou por aqui. Mas antes tenho que ensinar minha mãe a colocar o celular pra despertar bem cedo, pra não perder o enterro amanhã. E tenho que arrumar minha escrivaninha também.

Friday, April 18, 2008

Tô frito

Quote of the day:

"Men are not prisoners of fate, but only prisoners of their own minds."
Franklin D. Roosevelt

Wednesday, April 16, 2008

O que deu nos gatos?


Gatos são conhecidos pela sua independência e uma certa apatia. Sucintamente, gatos são bixanos que "ficam na deles". Mas algo acontece com alguns gatos desta cidade, não é possível...

Ontem eu dormi no ônibus. Deveria descer na Av. Paulista mas dormi e passei reto, Consolação adiante. Tudo bem, mudamos os planos e usamos um pouco da Linha Vermelha pra chegar até em casa. Desci do ônibus e, no meio da multidão, o que vejo? Um mendigo, uma mochila e um gato. Normal? Bem... o gato estava EM CIMA da mochila, se equilibrando de algum jeito para continuar ali em cima. Não estava amarrado, preso, nem nada. Ele apenas queria continuar ali. Queria continuar acompanhando aquele mendigo, ainda que isso custasse um tremendo esforço de concentração pra não cair daquela tosca mochila. Eu deveria ter tirado uma foto. Consegue imaginar a cena?

Mas a história toda não acaba aí. Hoje de manhã, outro gato me surpreendeu. Como? Me atacando! Sim, isso mesmo... Ele me viu andando pela rua. Escondeu-se atrás de um poste. Ficou em posição de ataque. E quando passei, pulou em direção à minha perna, ficando em pé e ameaçando-a com as duas patas ao alto. Não exatamente me atacou, mas ameaçou-me dando uns pulos em volta da minha perna, movimentando as patas no ar em sinal de ataque, e de repente bateu em retirada em direção ao portão mais próximo.

Isso não é comum, é? O que há com os gatos?

Outro perfeito!



Um personagem que é condenado "a uma pena de cinco a dez anos (o que vier primeiro)".

Um outro para quem a liberdade humana "consistia em ter consciência do absurdo da vida". E que pondera: "Deus não fala. Se pelo menos conseguíssemos fazer com que o homem calasse a boca!".

Sim, Que Loucura só poderia ser de Woody Allen. Trata-se de uma reunião de dezessete textos que, embora de estilos variados, contém a marca indelével deste autor.

Wednesday, April 09, 2008

Exageros e crises



AVISO URGENTE AO NAVEGANTE DESAVISADO: Este post assume que o leitor já viu o filme O Passado. Caso não tenha visto, saiba que os comentários que se seguem podem eventualmente estragar a surpresa. Em caso de dúvida, não leia. Vá se distrair em outro site, como este aqui.

Continuando...

Gael García Bernal é um ator que lembra muito meu amigo Marquinho. Mas espero, para o bem do Marcos, que a semelhança termine pela estatura de sapateiro de pulga e cabelo meio à lá Cornelius, pois o Rimini, coitado, só se fode.

Depois de 12 anos casado com Sofia (Analía Couceyro), divorcia-se e tenta viver novas coisas na vida. Com a gatíssima Vera (Moro Anghileri, da foto acima), tem um rápido caso amoroso tragicamente interrompido. Com sua colega de trabalho Carmem (Ana Celentano), constrói finalmente uma vida normal. Prejudicada pelos seus lapsos de memória. Bruscamente dilacerada, entretanto, pelas loucuras de Sofia, que sequestra por uma noite o filho que Rimini tem com Carmem. Traumatizada e decepcionada por Rimini ter se entregue à uma noite de bebedeira ao invés de correr atrás de seu filho, Carmem divorcia-se e o abandona.

Pra mim, este filme entra na categoria "filmes de terror". Me dá mais medo do que os filmes de monstros e vampiros que eu assistia ilegalmente quando tinha meus 9 ou 10 anos, e com um agravante: os monstros que vejo em El Pasado existem de verdade. Estão aí fora, camuflados e fora de controle.

Fobias pessoais à parte, as críticas:

.embora o macho do filme, Rimini, seja um fraco dado a vícios, hesita para tomar decisões corretas, dá-se com freqüência à primeira louca que aparece sem maiores considerações e, ainda por cima, comete o gravíssimo pecado da burrice aguda (quando larga o filho no táxi junto com a Sofia), o filme é mais grave ainda em seus aspectos machistas. Tá, Sofia é uma doida varrida. Aparentemente normal, seria mais um coração partido, talvez irreparavelmente partido, a vagar pelo mundo. Mas é desmedida em suas atitudes. Em todo o explicitismo de seu fascínio indiluível por Rimini. Até aí, tudo bem. Uma caracterização da moça, só isso. Quem não pode ter um perfil psicológico assim alterado? Há loucos no mundo, afinal. Há desesperados. O problema é que Sofia não está sozinha. O filme, em sua metade final, resgata a repugnante imagem das mulheres, como um todo, como formigas autômatas desesperadas por encontrar o casamento eterno. E nada mais. Caçam o homem como a formiga forageia o açúcar. E nada mais. Disso eu definitivamente não gostei. Foi um exagero que não caiu bem.

.Às vezes muito esforço concentrado e prolongado não conseguem alterar muitas coisas no mundo (horas de estudo vs. resultado nas provas de cálculo). Por outro lado, pequenas coisas, alguns momentos, uma decisão à qual não se dá a devida atenção, podem ter um efeito devastador e eterno. Aquela preguiça de tirar o filho do taxi, quando foi buscar cigarro, embora parecesse-lhe uma trivialidade corriqueira, custou a Rimini muitíssimo mais do que a estupidez de quase transar com Sofia às escondidas. Não deve ter durado 40 segundos o tempo de sair do táxi e pedir um maço de cigarros e ver o carro sumir. Por que não foi à casa de Sofia? Era o primeiro lugar a procurar. Deu-se à bebida, incapaz de ser mais forte que o próprio estarrecimento diante daquela incredulidade. E nunca mais sua vida reencontraria os trilhos bem encaminhados sobre os quais esteve.

Há os que digam que o filme é um exagero, que as atitudes de Sofia são artisticamente bela por exagerarem o desespero do amor imortal. Tá, o amor imortal é bonito, mas o filme mostra, explicitamente, o descomedimento diante sentimentos. E se sufocar os próprios sentimentos é suprimir-se de existir, deixar que tomem por completo as rédeas de suas atitudes significa abrir mão de todos os benefícios que a razão pode trazer à vida. Significa ser menor do que se pode ser.

Em resumo, gostei do filme. Tem um condenável viés machista mas, isso de lado, faz pensarmos sobre nossos exageros e sobre as enormes proporções do que pode resultar de pequenos atos.

Tuesday, April 08, 2008

Mais do Sêneca



Os livros são fabulosos: Sobre a brevidade da vida e Aprendendo a viver, ambos em pequenas versões pela L&PM Pocket.

Atualmente estou vagando sem compromisso pelo Aprendendo a viver.

"Nem a mim mesmo suportarei quando, um dia, começar a considerar algo insuportável."

Eu sou assim. Não tenho como negar. Embora várias coisas no mundo me choquem e muitas outras me causem espécies várias de desprazer, é de minha natureza olhar tudo com um olhar espectador que empacota tudo, absolutamente tudo, como "o mundo lá fora", e tudo o mais é uma subcategoria.

Em tempo: A foto saiu do interessante site Enciclopedia Multimediale delle Scienze Filosofiche

Thursday, April 03, 2008

Isabella


Não dá pra deixar precisamente clara a magnitude da minha revolta com essa história. Cinco anos... Em meus momentos de frieza, é só mais um dos fatos do mundo. Mas desta vez não consigo ficar nestes momentos de frieza muitos segundos seguidos. É revoltante.

Como bom brasileiro, estou acostumado com atrasos e ineficiências quanto a mensalão, grandes obras na cidade, dossiês, destino dos impostos de saúde... Mas esses crimes todos, embora na prática afete um número muito maior de pessoas e por um prazo muito maior, têm sempre um distanciamento das vítimas que os permitem serem realizados na mais completa impessoalidade. Não se vê, não se sabe e não se sente das vítimas.

Jogar uma criança pela janela é o oposto disso. Isso não pode ficar impune. Esse é o tipo de crueldade cuja única solução cabível seria voltar no tempo e segurá-la, tirá-la pra longe dessas pessoas.

Em geral, sou tolerante e leviano. Não consigo ter essas tendências quanto a essa história. Não sei se teria vontade de impedir o eventual linchamento dos responsáveis por isso, e confesso que seria tomado por uma vontade visceral de colaborar.

Justiça?! Essas histórias mostram que nem sempre justiça completa é possível. Nada vai trazer a Isabella de volta.

Monday, March 31, 2008

Mundo bizarro



O que vai ser da próxima vez? Hein? Xiitas invadem show de rock e o confronto é repentinamente impedido por saltimbancos nepaleses?

Friday, March 28, 2008

Um novo épico está chegando

Sugestão cultural do outro:

Wednesday, March 26, 2008

E-mails nossos de cada dia...

Ah, dessas conversas, eu ultimamente
Só pego mesmo é migalha

Até porque, francamente,
Agora que a Netsa trabalha,

Eu não fico mais tão contente
Como quando minha única falha

Era por e-mail perturbá-la o dia inteiro
Sem pudores, de janeiro a janeiro




E, minutos depois deste e-mail enviado, chega a genial resposta da Netsa:

Que desgosto o meu em admitir
que agora trabalho sem prazer
e com vontade de sumir

Tenho saudade sim
do tempo em que vadiava
numa zorra sem fim

Hoje, sinto-me só nessa imensidão
de papéis, planilhas e... é só mesmo a solidão!

Que vontatde de voltar no tempo
Quando as discussões eram saudáveis
e por muitas vezes memoráveis...

Nunca vou esquecer de tiradas como as do pinico
Que cravam em nossas memórias
Lembranças de rir até o cú fazer bico...

Só a falta de tesão e o tédio
Pra me fazer ficar tão criativa com ócio extinto e o ânimo médio...




E aí, pra completar a epidemia de inspiração malemolente, manifesta-se também o Renato:

Soneto do trabalhador invejoso

O dia assim vai passando
Entre o heroi e a heroina
que com seus poemas cômicos
nos salvam da labuta assassina

O dia assim vai passando
entre mouses e monitores
que a vista atenta vai cansando
desde empregados a supressores

Ai como eu queria em casa estar
Pra desfrutar de Losts e heroes
Que acabei de baixar

Mas um coisa é certa que chega
E isto não hão de roubar
É o fim de semana em meu lar doce lar

Autopoietico

Do site Reference.com,

Autopoiesis literally means "auto (self)-creation" (from the Greek: auto - αυτό for self- and poiesis - ποίησις for creation or production) and expresses a fundamental dialectic between structure and function.

Pois bem... eu estava lendo o paper Chaos and Pattern in Complex Systems, de Ben Goertzel... Interessante até. Mas...

Perdi a conta de quantas vezes li referências como

"Another possibility, suggested in Goertzel (1993a, 1993b,1994)...",

Até que chegamos ao ápice do provinciânico despotismo acadêmico:

"[...] developed collaboratively by the author and Gwen Goertzel, called the chaos language algorithm (CLA), and described in detail in Goertzel and Goertzel (1995)."

Sunday, March 23, 2008

Como engenheiros dobram camisetas?



Preciso fazer um desses pra mim....

Friday, March 21, 2008

A normal life



Ontem à noite não consegui dormir. Também, devo admitir, num dado momento desisti de tentar. Era melhor eu tomar fôlego para combater meu sono com muito mais momentum depois de umas horinhas inúteis pela madrugada. Assisti alguns episódios de Heroes, segunda temporada. Achei depois num blog por aí uma bem humorada síntese de alguns personagens, mas este não é o foco aqui. O que me chamou a atenção enquanto o sono não vinha foi pensar num ponto que, de uma forma ou de outra, é recorrente na série e afeta a vida de todos: a busca por uma vida normal.

O que diabos é uma vida normal? Segundo a mãe de Claire, num dos episódios, vida normal seria ela ir para a faculdade, se casar, ter uma casa... A série traz um mundo em que pessoas normais começam a se descobrir portadoras de super-poderes. Mas não custa muito para que essas pessoas comecem a sentir esses poderes como um fardo. O policial que tenta usar sua habilidade de ouvir pensamentos para desvendar casos complicados se atrapalha, perde o emprego e a mulher. Outros que rapidamente são tomados pelo desejo de "salvar o mundo" com seus super-poderes (não importando muito a identificação de uma precisa ameaça para que esse desejo se instale) acabam de uma forma ou de outra se transmutando na própria ameaça. É curioso que o único personagem que não hesita nem por um instante em aceitar o destino da diferenciação mutante - pelo contrário, a deseja com todo o fervor - é o grande vilão da série: Sylar. Ter super-poderes priva as pessoas de uma vida normal, esta desejável pela paz que lhe é inerente. Desejar ter super poderes passa a ser uma espécie de egoísmo exacerbado que só poderia levar ao mau-caratismo.

Outra coisa curiosíssima é a postura do Takenzo Kensei, que séculos depois se torna Adam. Ele conheceu o mundo antes da Revolução Industrial. Viu duas guerras mundiais, epidemias, fome, aquecimento global, poluição e explosão urbana em todos os cantos. Ao contrário do desejo egoísta de Sylar, Tanekzo Kensei é um vilão do tipo "altruísta". Está tomado pela idéia de que eliminar a humanidade da superfície da Terra é a única coisa boa que pode ser feita ao planeta. No lugar dele, depois de perambular quatrocentos anos por aí vendo tudo isso, quantos pensariam da mesma forma?

Assombroso é que, migrando cada vez mais para o mundo de fora do seriado, as duas coisas se entrelacem tão fortemente: os problemas que tanto desprezo inspiraram no coração de Takenzo Kensei têm uma ligação íntima com a busca obcecada por uma "vida normal". Podemos ver geleiras derretendo na televisão e praias devastadas por um vazamento de petróleo, mas quantos diante dessas imagens sentem qualquer impulso de se livrar do próprio carro e explorar formas de vida que demandem menos energia? Somos presos à esta "vida normal" e nos é consideravelmente alheia a anomalia agregada dessas normalidades amontoadas. Na vida real a inexistência de super-poderes na esfera individual cria a coerência necessária para ações conjuntas que produzem super-poderes no nível do coletivo. Mãos nucleares, cura ilimitada, voo ou telecinese, isso parece se aprender a controlar depois de pouco tempo de prática, caso ocorra. Agora os assombrosos super-poderes da vida normal, este ainda estão fora de controle.

Tuesday, March 18, 2008

Newton prodígio



O modelo heliocêntrico já era aceito na época de Newton. Pela primeira lei de Kepler, sabia-se que a as órbitas planetárias eram elípticas. Alguns cientistas desconfiavam que a força gravitacional, que mantém um planeta em órbita, variava com o inverso do quadrado da distância com relação ao Sol. Dentre esses cientistas, estavam E. Halley (1656-1742) e Hooke. Um pouco sobre a obra desses dois. Existiam registros da passagem de cometas em 1456, 1531 e 1607. Halley observou um cometa em 1682 e ficou famoso por concluir, corretamente, que todas essas observações referiam-se a sucessivos retornos de um mesmo cometa de trajetória elíptica e período orbital de 75 aos. Sua previsão de que o cometa voltaria em 1758 se confirmou. Hooke é o inventor do microscópio e autor da lei F = -kx, proposta em 1676, que relaciona a variação x do comprimento de uma mola, de constante elástica k, com a magnitude da força restauradora F. Ambos, apesar de tentarem, não conseguiram deduzir a forma das órbitas percorridas pelos planetas, a partir da suposta lei da atração gravitacional. C. Wren (1632-1723), astrônomo e médico, ganhou fama ao planejar a reconstrução de Londres após o incêndio de 1666. Ele ofereceu um livro para quem apresentasse uma demonstração convincente das leis de Kepler, num prazo de dois meses; mas ninguém levou o prêmio.

Num dia de 1684, Halley foi visitar Newton e lhe perguntou, sem explicar seus motivos: "qual seria a curva descrita por um planeta, se a força de atração (gravitacional) variasse com o inverso do quadrado da distância com relação ao Sol?" Newton respondeu rapidamente: "uma elipse". Halley perguntou: "por que?". Newton retrucou: "eu calculei!".

Sistemas Dinâmicos
Luiz Henrique Alves Monteiro
Editora Livraria da Física

Milênios de civilização...

Veja o filme em velocidade rápida: uma bolinha de pedra girando em torno do Sol esfria, surgem uns bichos estranhos, até que um desses bichos começa a olhar pra fora, a olhar para as coisas ao seu redor, até que um belo diz exclama: "putz! saquei!", e começa a entender as regras do Universo.

Agora pense no vídeo abaixo, onde o astronauta D. R. Scott solta, na Lua, uma pena e um martelo para mostrar que os dois caem ao mesmo tempo. É sempre possível menosprezar essa missão como uma perda de tempo ou como um luxo desnecessário. Gastar um tempo na Lua, onde se chegou graças ao investimento de milhões de dólares, trabalho de milhares de pessoas e na dependência de uma ciência que precisou de séculos das melhores mentes da humanidade, para soltar um martelo e uma pena, filmar, voltar pra casa e mostrar às pessoas: "viram só? não é legal?".

Adepto fervoroso do esculacho desmedido, não vou repremir a esculhambação deste vídeo. Mas de modo algum as risadas satíricas podem ofuscar por completo o outro lado da história: a interpretação nascida de uma visão quase poética consequente de uma visão de longo prazo, associada mais ao "filme acelerado" de que falamos do que aos pormenores deste momento histórico específico. Ainda que só um punhado de gente tenha ido lá, dentre os bilhões que somos, trata-se sim da humanidade, e não dos astronautas, e não dos EUA. Trata-se de nossa espécie. Trata-se da Vida aprendendo a engatinhar e um rochedo a outro nesta escuridão fria. E, como em toda infância, o que mais agrada é brincar com as coisas e tentar descobrir como o mundo funciona...

Monday, March 17, 2008

Tempo, mente e ser


Escolher é eleger um futuro imaginado no presente vivido. A escolha, quando ela existe, é sempre entre pensamentos, nunca entre os fatos.

Vícios privados, benefícios públicos? - A ética na riqueza das nações
Eduardo Giannetti
Companhia de Bolso

Thursday, March 13, 2008

Felicidade



"Os seguidores de Epimeteu", pondera o filósofo, "são improvidentes, pouco vêem à sua frente e preferem aquilo que seja aprazível no presente; daí que vivam oprimidos por numerosos apertos, estorvos e calamidades contra os quais batalham de modo quase contínuo. Nos intervalos, contudo, eles satisfazem a sua índole e, por falta de um melhor conhecimento das coisas, alimentam a sua alma com esperanças vãs e se deleitam e suavizam as misérias da vida como que imersos em sonhos prazenteiros. Já os seguidores de Prometeu são homens prudentes e ressabiados, que miram o futuro e que, cheos de cautela, antecipam e privinem muitas calamidades e infortúitos. Ocorre, porém, que essa índole alerta e providente vai escoltada pela privação de numerosos prazeres e pela perda de diversas delícias, visto que tais homens sonegam a si próprios o desfrute até mesmo de coisas inocentes e, o que é ainda pior, eles se torturam e dilaceram com cuidados, temores e inquietações, ficando assim amarrados ao pilar da necessidade e atormentados por um sem-número de pensamentos que ferem, rasgam e esburacam sem cessar o seu fígado ou mente."

...

Pergunte-se a si próprio se você é feliz e você deixa de sê-lo. (John Stuart Mill em sua Autobiography)

...

Em termos de distribuição de renda, o mundo é um lugar mais desigual do que o mais desigual lugar do mundo.


Penso em vários conhecidos que são mais ao estilo de Epimeteu e outros tantos, mais numerosos na verdade, ao estilo de Prometeu. Eu sou definitivamente ao estilo de Epimeteu com lapsos de desesperos prometenianos.

Há, é claro, muito mais o que comentar sobre mais este fantástico livro do Giannetti,
Felicidade, mas fica pra depois. Por hora, a referência:

Felicidade
Eduardo Giannetti
Cia das Letras

Rock pesado...



Sugestões noturnas de uma pessoa pra quem eu deixo de reservar o tempo que lhe é devido, mas que ainda assim separa um tempinho pra mim... (tô em dívida!)

Wednesday, March 12, 2008

Toward chaos

Modern life has taught us that both nature and humankind are more complicated than the dialectical notions of the nineteenth century supposed.

Raskin, M. G., Reconstruction and its knowledge methods.

Conversa de bar

Marx:
- Fala aí camarada! Que anda fazendo de bom?

Rousseau:
- Ixe meu velho, estou enrascado! Cinco filhos, não sei o que fazer com eles!

Calígula:
- Aceita uma sugestão?

Kant:
- Minha nossa! Você não está sugerindo isso? Não pode ser verdade, não pode!

Nietzsche:
- Claro que pode! Por que não poderia?

Marx:
- Ora, deixem de bobagens camaradas! O que vão fazer final de semana? A gente bem que podia ir bater uma bolinha, que tal?

Rousseau:
- Maravilha! E uma fejuca depois! Certeza! Você vai estar lá, Kant?

Kant:
- Hum... não estou bem certo quanto a isso. E você Nietzsche, pode ir?

Nietzsche:
- Poder, não posso... mas até tenho vontade de poder! Quem sabe, né?

Calígula:
- Garçon! Mais uma aqui pra mesa!

Aula de Engenharia Econômica na USP

[O Professor]
E então gente, quem já chegou na resposta?
...
...
Ninguém? Vamos lá! Não vamos perder tempo não! Produtividade! Vocês estão aqui com um custo alto pra sociedade! É a sociedade que paga vocês aqui dentro e eu fico preocupado em não desperdiçar este investimento todo, certo?

[O idiota atrás de mim]
A sociedade que se foda!

Friday, March 07, 2008

Análise combinatória


"The most recently evolved outer corrugated mantle of the human brain, the cerebral cortex, contains about 30 billion neurons and 1 million billion connections, or synapses. If we counted one synapse per second, we would not finnish counting for 32 million years. If we considered the number of possible neural circuits, we would be dealing with hyperastronomical numbers: 10 followed by at least a million zeros. (There are 10 followed by 79 zeros, give or take a few, of particles in the known universe)"


Esse trecho é assombroso. Talvez esse seja o "conjunto solução" mais interessante que existe: o conjunto de todos os cérebros possíveis. Efetivamente, para todos os efeitos práticos, esse é o conjunto que diz inclusive quantos universos existem. Claro que, no meio de uma combinatória tão grande, a esmagadora maioria desse espaço abstrato deve se referir a cérebros realmente bizarros e, inclusive, biologicamente inviáveis. Ainda assim, não há porque imaginar que o subconjunto dos cérebros possíveis "biologicamente viáveis e que se sabem humanos" não é ainda absurdamente gigante. Trata-se de todas as personalidades possíveis. De todas as memórias possíveis. De todos os sentimentos religiosos possíveis. De todas as teorías científicas imagináveis. De todas as idéias artísticas concebíveis. De todas as lembranças prazerosas ou traumáticas imagináveis. De todos os crimes concebíveis. De todas as diferentes formas de impulso altruísta. É assombroso pensar que exista um número "limitando" esse espaço solução, de alguma forma, e ao mesmo tempo é extremamente coerente e reconfortante que esse número seja tão imenso que faça até o número de partículas contidas no universo parecer um punhadinho de nada.
  • O livro:

Consciousness - How matter becomes imagination
Gerald M. Edelman
Giulio Tononi
Penguim books

Aleatoriedade nossa de cada dia

Discutiam ao lado do ônibus, perdidos, olhando um mapa. Giravam, apontavam, e não concluiam nada. Tentei ajudar. Um francês e uma colombiana que vivem an França. Descobri onde iam e, por coincidência dos caminhos, ofereci a eles um espaço na carona que me era oferecida por uma amiga. Fomos até Próximo a FNAC Pinheiros e, por pouco, não levo a estrangeirada pra dançar Zouk também. Infelizmente não fiquei muito tempo no Zouk porque minha amiga tá na maior correria no serviço e terá que acordar cedo. Em tempo: eu não entendo inglês, nem um pouco, quando falado por um francês...

Wednesday, March 05, 2008

Em resumo...

  • Eu ainda não aprendi a me controlar devidamente em certas situações... Ou talvez eu exija demais de mim mesmo e o negócio é simplesmente evitar a exposição ao desnecessário.
  • Saí com meu pai no fim do dia. Ele está em São Paulo. A idéia inicial era ver um filme ou algo assim, mas minha irmã teria aula até as 20 hrs e, para que ela pudesse nos encontrar depois, ficamos andando pela Paulista. Melhor assim... Fui atrás do que eu queria: avaliar opções de celulares pós-pagos... Depois fomos passear na Livraria Cultura. Jantamos todos juntos e nos discontraímos.
  • No serviço, ajudei o pessoal a tirar um eixo enorme de dentro do Túnel de Cavitação. Aquilo é bem pesado... uma baita peça de aço. E não é que eles resolvem me deixar segurando aquilo "na mão" enquanto tiram o cabo da ponte rolante e vão buscar uns cavaletes? "Olha, voltem até 2009, pelo amor de deus, ou juro que solto isso!"
  • Acho que estou ficando cansado e até revoltado com meu lado ético ou politicamente correto. Isso porque em inúmeras situações essa faceta adrianesca me emudece, e eu dei pra odiar emudecimentos. É tão bom falar o que se pensa, e em geral eu gosto de soltar comentários quaisquer mesmo... É isso aí. Sem paciência pra ser politicamente correto, cautelosamente ponderado ou qualquer derivativo assemelhado.

Das notícias do dia

  • Uma adolescente de 16 anos. Já tem um filho de 2 anos. O bairro: Mooca. A mãe: vive em depressão. Numa crise da mãe, a filha chama uma ambulância mas decide sair para buscar ajuda. Atropela uma velha de 70 anos, arrastando-a por 15 metros e ainda derrubando um portão.
  • O taxista Alberto dos Santos disse ao Jornal da Tarde que há três anos levava vinte minutos para atravessar a avenida Pompéia, e que hoje o mesmo percurso consome uma hora. E daqui a dez anos hein? Façam suas apostas...
  • Frase aleatória: "Se Deus é mesmo onisciente, só pode ser ateu!"
  • Horóscopo taurino do dia: "você se exalta emocionalmente". Sou cético também, esqueceram de anotar ali...

Ritual

Escrevi algumas páginas. Imprimi tudo. Queimei e deixei as cinzas serem levadas ao vento. Fazia tanto tempo que eu não escrevi assim...

Deveria ser fácil assim com tudo. Por que só certas cinzas voam pra longe?

Eu às vezes faço o que sinto vontade de fazer.

E às vezes faço o que entendo ser certo, apesar de tudo.

Esses dois Adrianos diferentes deveriam guerrear em campo aberto e se materem, pois causam problemas demais um ao outro...

Monday, March 03, 2008

Fadiga: idéias iniciais



O estudo dos problemas ligados à fadiga dos materiais é recente e foi amplamente impulsionado pelos problemas que a indústria aeronáutica viveu ao colocar em operação os primeiros aviões a jato. Por voarem em grandes altitudes, estes são pressurizados. Durante uma operação normal, a aeronave decola e ao subir vai pressurizando a cabine, colocando toda a fuselagem sob intensas tensões. Em seguida o avião desce, a pressão externa iguala-se novamente à pressão interna e portanto desaparecem as tensões. Está aí o ingrediente principal para um problema de fadiga: esforço cíclico. Some-se a isso um problema de design das primeiras aeronaves: geometrias que levam a concentração de tensão, como os cantos vivos das janelas (ver foto acima) e pronto, estão à mesa os ingredientes para enormes acidentes.

O estudo da fadiga produz, para uso na engenharia, as famosas curvas SN. Nada mais são do que gráficos relacionando uma amplitude de tensão a que um corpo está sujeito ciclicamente ao número de ciclos necessário para que ocorre uma falha catastrófica. São gráficos obtidos de forma completamente empírica: submete-se um corpo de provas a um carregamento ciclico e conta-se quantos vais e vens são necessários até sua quebra.



Um dos grandes problemas com as curvas SN é que raramente as estruturas reais estão submetidas exatamente ao mesmo tipo de carregamento empregado nos experimentos que construiram o gráfico. Enquanto um corpo de provas é submetido sempre a um mesmo esforço, muito bem definido, uma estrutural real está sujeita a um espectro de estados de tensão muito diverso e complexo.

Fadiga é um problema traiçoeiro. Não se nota o seu desenvolvimento até que já esteja em estágios avançados e expondo a estrutura a considerável risco de falha. Por isso, muitas considerações de projeto são feitas buscando contornar o problema. Aeronaves modernas, por exemplo, são montadas com estruturas rebitadas visando, dentre outras coisas, impedir a propagação de trincas entre peças por meio da quebra da continuidade do material.

Dentre técnicas em desenvolvimento para a identificação de problemas de fadiga (presença de trincas e falhas microscópicas), investiga-se as alterações na rigidez estrutural e análises de freqüência estrutural (itens interdependentes).

Ah, não aguento mais!!



Ah! Meu cérebro vai fritar! Que horrível! Que piada de mal gosto! Que insuportável!

. . . :(

Sunday, March 02, 2008

Veja essa



" A concentração dos veículos de comunicação nas mãos de poucos grupos, ainda que nacionais, é a marca da história da mídia no Brasil. O grupo Abril não foge à regra. Ele abarca um complexo que envolve 90 revistas, duas editoras de livros (Ática e Scipione), uma rede de TV (MTV), uma de TV a cabo (TVA) e uma rede de distribuição de revistas em banca de jornal (Dinap), além de inúmeras páginas na internet. Tem sete das dez revistas com maior tiragem no país e, nesse quesito, Veja é a quarta maior do mundo. "

O trecho acima foi retirado de um dossiê sobre a Revista Veja e sua atuação no jornalismo brasileiro. A idéia geral é conhecida de todos, mas os detalhes dos ataques à Veja impressionam. Em particular me salta aos olhos so comentários dos jornalistas "ex-Veja", espalhados pelo dossiê. Vale uma olhada...

Aos curiosos: Geologia!



O link: Planet Earth and the New Geociences

O site é muito completo. São 16 capítulos com muitas ilustrações sobre os mais diversos tópicos ligados às ciências da Terra. Um desses ótimos achados que a insônia me proporciona quando aliada à repulsa pela introspecção auto-fagocitótica fora de hora...

Sociologia Fuzzy



Ando pela cidade com minha mochila nas costas. Não que ali estejam os livros que preciso estudar para a faculdade, ou algum material do meu trabalho, ou quem sabe ainda trajes esportivos para frequentar uma academia. Ali levo alguns livros, suficientemente diferentes entre si, para que os tempos de espera compulsória por ônibus, metrô e trens a que esta megalópole me submete possam ser convertido em prazerosas distrações. É essa a principal função da minha mochila. Fora isso ela se presta a transportar uma escova de dentes e uma agenda telefônica, mas são funções menores.

Não existe um padrão bem definido para os livros que ocupam minha mochila. Crônicas, economia, sociologia, engenharia, comédia, teatro... Vai de tudo. Nesta semana dividiam espaço um livro do Eduardo Giannetti, “Vícios privados, benefícios públicos?”, e um compêndio de aforismos diversos de Oscar Wilde, que comprei nessas máquinas de livro que espalharam pelas estações de metrô.

O delicioso texto de Giannetti faz uma completa, ainda que sucinta, revisão das mais diversas correntes filosóficas que se preocuparam em relacionar a natureza moral humana à estrutura da sociedade como um todo, evoluindo para lidar com a complicada questão da relação entre a ética pessoal e o desempenho coletivo. O livro de Wilde é composto por inúmeros recortes de diversos trabalhos, repleto de comentários irônicos que olham com um microscópio para as mais diversas incoerências humanas, retirando mesquinhices debaixo do tapete e admirando-as com a frieza apaixonada de uma naturalista que documenta absolutamente tudo o que encontra pela frente.

Lendo o texto de Giannetti relembrei meus poucos dias na faculdade de Ciências Sociais, dos contatos iniciais com os trabalhos de Rousseau, Aristóteles, Maquiavel, Hobbes... Fosse quem fosse, eles pareciam seguir uma receita inicial comum: desenhavam um modelo idealizado em resposta à pergunta: “o que é o homem?”, e uma vez de posse desse modelo esmiuçavam-no às últimas conseqüências. Trabalhando assim, fica difícil identificar um erro em qualquer um desses autores dadas as premissas inicias em cima das quais trabalham. A questão é: quem acertou sobre o modelo humano?

Oscar Wilde joga um balde de água fria em todo mundo: “Só existe uma certeza definitiva sobre a natureza humana, ela muda.”

É isso! Os autores clássicos estão todos corretos em cima das premissas que escolheram para trabalhar. Mas nenhum deles trabalhou em cima de premissas corretas o suficiente. Entender o mundo exige simplificar a realidade, mas muitas vezes no processo de simplificação deixamos de lado complexidades fundamentais à construção da explicação que nos interessa.

Ao observar sistemas complexos compostos por inúmeros elementos cada um ainda portador de uma complexidade intratável em seus detalhes, é natural buscar simplificações exageradas. Boa parte da história da ciência pode talvez ser resumida como uma constante calibração dos aspectos a incluir ou excluir na modelagem do mundo. Mas embora se preste a várias funções, creio que a modelagem da sociedade como formada a partir de um ser-humano-padrão não pode ir realmente longe demais. Explica possibilidades extremas, mas não dá conta de se aproximar de um entendimento real das constantes dinâmicas de mudanças. É algo como tentar entender o clima da Terra imaginando que ela está ou totalmente imersa em luz solar ou totalmente mergulhada na fria escuridão noturna.

Aguardo ansioso por terminar essas leituras correntes e trocar os habitantes da mochila. Está há tempos na estante de casa o volumoso trabalho de Bernard Lahire, que vai atrás justamente do caminho indicado por Wilde: pesquisa não só a variação de cultura dentro de uma mesma sociedade, mas tenta escancarar a dinâmica cultural intraindividual, ou seja, as enormes diferenças de cultura em uma mesma pessoa, ao longo do tempo ou como função de mudanças de ambiente social.

As dicas:
Vícios privados, benefícios públicos?
Eduardo Giannetti
Companhia de Bolso

Aforismos
Oscar Wilde
Landy Editora - Coleção Novos Caminhos

A cultura dos indivíduos
Bernard Lahire
Artmed Editora